quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Astrônomos avistam possível novo planeta ao redor de estrela

Uma equipe de astrônomos da Breakthrough Initiatives descobriu evidências de um possível novo planeta ao redor de uma estrela próxima do sistema solar. O corpo celeste foi visto como um ponto brilhante orbitando a estrela Alpha Centauri A, sendo referido pelos pesquisadores como “candidato a planeta”. 

Esta pode ser a primeira vez que podemos vislumbrar um planeta orbitando uma estrela próxima ao sistema solar, porém, ainda não há a certeza de que seja de fato um corpo celeste. “Detectamos algo. Pode ser um artefato na máquina ou pode ser um planeta, ou podem ser asteroides ou poeira”, disse Pete Klupar, engenheiro-chefe da Breakthrough Initiatives.

 Para encontrar o candidato a planeta, os astrônomos utilizaram um Very Large Telescope (VLT), que é operado pelo Observatório Europeu do Sul de Cerro Paranal, localizado no deserto do Atacama, no Chile. Com o auxílio de um coronógrafo no instrumento que bloqueia a luz de Alpha Centauri, artefato que torna a localização de planetas em órbita mais fácil. 

As observações infravermelhas da equipe duraram cerca de 100 horas e foram realizadas entre os meses de maio e junho de 2019. Os pesquisadores desejam realizar novas observações posteriores para confirmar se o avistamento foi realmente de um planeta, o que se for confirmado, se tratará do primeiro exoplaneta ao redor de uma estrela próxima. 

Sistema binário

Pete Klupar afirma que o candidato a planeta ficaria em uma zona habitável da estrela, onde as temperaturas permitem a formação de água líquida, com um tamanho que faria com que ele levaria cerca de 10 anos terrestres para completar uma órbita. 

“Muitas pessoas dizem que os planetas não podem se formar neste tipo de binário e essa é uma das razões pelas quais somos cautelosos ao afirmar que na verdade é um planeta. Mas se for, seria do tamanho de Netuno”, afirmou o engenheiro. 

Netuno possui cerca de quatro vezes o tamanho da Terra e não possui uma superfície sólida, envolvido por uma sopa espessa de água, amônia e metano, este último, dando a ele a coloração azul, em um núcleo do tamanho da Terra. 

Novos estudos

A professora Beth Biller, do Instituto de Astronomia da University of Edinburgh, na Escócia, afirmou que “será necessária uma detecção separada e independente para realmente confirmar este. Se confirmado, pode ser uma detecção do disco de poeira ao redor da estrela ou de um planeta real. Ambos seriam resultados muito interessantes”. 

Pete Klupar afirmou que ele e sua equipe gostaria, de olhar novamente a órbita de Alpha Centauri 1 no final deste ano para verificar se o candidato a planeta se moveu para onde seus cálculos sugerem. Entretanto, a pandemia do novo coronavírus pode impossibilitar estas novas observações. 

Fonte:Olhar Digital, Futurism e The Guardian 


 

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