quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

GN-z11 é confirmada como a galáxia mais distante do universo

Um grupo de astrônomos confirmou a distância entre a Terra e a galáxia GN-z11, considerada a mais distante entre as galáxias detectáveis do universo. Os pesquisadores utilizaram o telescópio Keck I, do Observatório W. M. Keck, que fica localizado no topo do vulcão Mauna Kea, no Havaí.

Análises anteriores indicam que a GN-z11 está a 13,4 bilhões de anos-luz, o equivalente a 134 nonilhões de quilômetros. Agora, a equipe liderada por Nobunari Kashikawa, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, validou a informação determinando também o chamado desvio para o vermelho (em inglês, redshift) da galáxia.

“Certas assinaturas químicas, chamadas de linhas de emissão, aplicam padrões específicos na luz de objetos distantes. Medindo o quão estendidas essas assinaturas são, podemos deduzir quanto a luz percorreu, descobrindo assim a distância da galáxia desejada”, explicou Kashikawa, co-autor principal do estudo publicado na Nature Astronomy.

Por meio de observações da espectroscopia no infravermelho próximo feitas utilizando o espectrógrafo MOSFIRE, os cientistas determinaram que o desvio para o vermelho da galáxia mais distante do universo, representado pela letra z, é 10.957.

“Observamos especificamente a luz ultravioleta, já que esperávamos encontrar as assinaturas químicas desviadas nessa área do espectro eletromagnético”, explicou o astrônomo. “O telescópio Hubble detectou a assinatura várias vezes no espectro da GN-z11. Porém, nem ele conseguia determinar as linhas de emissão ultravioletas no grau que nós precisávamos”, completou.

As linhas de emissão da GN-z11 foram captadas em detalhes pelo MOSFIRE, permitindo aos astrônomos estimar a distância com uma precisão muito maior do que antes. Agora, futuras observações serão realizadas para garantir a validade dos estudos de Kashikawa e sua equipe.

Recordista do universo

Além de ser a galáxia mais distante, a GN-z11 é considerada também a mais antiga do universo. Em 2016, astrônomos descobriram que ela era 150 milhões de anos mais velha que a recordista anterior, EGSY8p7.

Segundo estimativas da Nasa, a GN-z11 data de quando o universo tinha “apenas” 420 milhões de anos, o equivalente a 3% de sua idade atual.

Fonte: Sci-News e Olhar Digital



 

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