sexta-feira, 13 de novembro de 2020

Astrônomos acham ‘ametista cósmica’ em estrela moribunda

 Na Terra, as ametistas podem se formar quando bolhas de gás na lava esfriam sob as condições certas. No espaço, uma estrela moribunda com massa semelhante à do Sol é capaz de produzir uma estrutura equivalente ao apelo dessas lindas gemas.

À medida que estrelas como o Sol esgotam seu combustível, elas se desprendem de suas camadas externas. Com isso, o núcleo da estrela encolhe. Usando o Observatório de Raios X Chandra da Nasa, astrônomos encontraram uma bolha de gás ultraquente no centro de uma dessas estrelas em extinção, uma nebulosa planetária na Via Láctea chamada IC 4593.

A cerca de 7.800 anos-luz da Terra, a IC 4593 é a nebulosa planetária mais distante já detectada com o Chandra. Os resultados das observações mais recentes sobre esse objeto astronômico são apresentados em um artigo na revista “Monthly Notices of the Royal Astronomical Society”.

Nome enganoso

A IC 4593 é o que os astrônomos chamam de “nebulosa planetária”. O nome é enganoso, porque essa classe de objetos não tem nada a ver com planetas. (A denominação foi dada cerca de dois séculos atrás porque esses objetos pareciam o disco de um planeta quando vistos através de um pequeno telescópio.) Na verdade, uma nebulosa planetária é formada após o interior de uma estrela com aproximadamente a massa do Sol se contrair e suas camadas externas se expandirem e esfriarem. No caso do Sol, suas camadas externas podem se estender até a órbita de Vênus durante sua fase de gigante vermelha, vários bilhões de anos no futuro.

A nova imagem da IC 4593 tem raios X do Observatório Chandra em roxo, invocando semelhanças com ametistas encontradas em geodos ao redor do globo. A bolha detectada pelo Chandra é de um gás que foi aquecido a mais de 1 milhão de graus. Essas altas temperaturas provavelmente foram geradas por material que explodiu do núcleo encolhido da estrela e se chocou com o gás que havia sido ejetado anteriormente por ela.

Esta imagem composta também contém dados de luz visível do Telescópio Espacial Hubble (rosa e verde). As regiões rosa na imagem do Hubble são a sobreposição da emissão do gás mais frio composto por uma combinação de nitrogênio, oxigênio e hidrogênio. Já a emissão verde é principalmente do nitrogênio.

Além do gás quente, esse estudo também encontra evidências de uma fonte de raios X semelhante a um ponto no centro da IC 4593. Essa emissão de raios X tem energias mais altas do que a bolha de gás quente. A fonte pontual pode ser da estrela que descartou suas camadas externas para formar a nebulosa planetária ou pode ser de uma possível estrela companheira nesse sistema.


Fonte:MSN e Revista Planeta



Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts Relacionados