quarta-feira, 29 de julho de 2020

Presidente da Ferrari afirma que equipe só deverá voltar a vencer na F1 em 2022

Caminhando para a quarta etapa da Fórmula 1 em 2020, a Ferrari não vive dias fáceis - soma apenas 19 pontos e conta com um inesperado pódio, o segundo lugar de Charles Leclerc no GP da Áustria. Internamente, a postura é de aceitação diante do cenário vivido pela equipe. No entanto, o presidente da Fiat Chrysler, John Elkann, acredita que a fase seja passageira.
John Elkann é presidente da Ferrari — Foto: Getty Images
John Elkann é presidente da Ferrari — Foto: Getty Images
- A realidade é que nosso carro não é competitivo. Você viu na pista, e vai ver novamente.Temos um número de fraquezas estruturas existentes na aerodinâmica e na dinâmica dos carros. Também perdemos potência no motor. Mas hoje, estamos lançando os alicerces para sermos competitivos e voltarmos a vencer quando o regulamento mudar em 2022 - declarou o industrial.
A equipe ocupa atualmente a quinta colocação no campeonato de construtores, situação oposta a vivenciada nos últimos anos, especialmente 2019, quando brigou diretamente com a Mercedes pelo título.
Vettel e Leclerc batem Ferrari F1 GP da Estíria — Foto: Twitter/F1
Vettel e Leclerc batem Ferrari F1 GP da Estíria — Foto: Twitter/F1
Agora, o espaço antes ocupado pela escuderia italiana foi preenchido pela RBR, McLaren e até mesmo a Racing Point, à frente da 16 vezes campeã de construtoras na tabela. Titulares de 2020, Charles Leclerc e Sebastian Vettel chegaram a afirmar que Valtteri Bottas, da Mercedes, seria o único capaz de parar Lewis Hamilton em sua corrida pelo sétimo título.
Na última semana, a Ferrari anunciou um grande passo no trabalho de recuperação da equipe, com a criação de um novo departamento de Desenvolvimento de Perfomance, com o engenheiro Rory Byrne, nome por trás dos carros campeões da Era Schumacher, que faturou os títulos de pilotos entre 2000 e 2004.
A reformulação na área técnica, porém, englobou a permanência de nomes como o de Laurent Mekies, diretor esportivo da equipe, Simone Resta, chefe de desenvolvimento do chassi, e principalmente de Mattia Binotto, chefe da escuderia e em quem John Elkann deposita confiança para o projeto de 2022:
- Matia Binotto, que esteve no leme por um ano, tem todas as competências e características para dar início a um novo ciclo de vitórias. Ele esteve na Ferrari com Jean Todt e Schumi. Com ele, começamos de uma base clara. Ele conhece nossas fraquezas, que queremos ir além e voltar a vencer com dois jovens pilotos tão ambiciosos quanto nós.
Pilotos da Ferrari terminaram uma volta atrás do vencedor no GP da Hungria — Foto: Divulgação/Ferrari
Pilotos da Ferrari terminaram uma volta atrás do vencedor no GP da Hungria — Foto: Divulgação/Ferrari
Em 2021, último ano do regulamento vigente da categoria, a Ferrari contará com Charles Leclerc e Carlos Sainz na formação da equipe. Elkann reforça, no entanto, que mesmo com a mudança, a torcida ferrarista deve permanecer paciente.
O empresário utilizou os tempos vitoriosos da época de Michael Schumacher como referência, já que antes do alemão, a escuderia sofreu em um jejum de duas décadas sem título. Nos dias atuais, são 13 anos sem conquistar um campeonato de pilotos (o último foi em 2007, com Kimi Raikkonen), e 12 sem o campeonato de construtores.
- Os fãs estão sofrendo tanto quanto nós, mas eles continuam nos dando muita energia, e isso é importante. Uma longa jornada nos aguarda. Quando Todt e Schumi abriram o histórico ciclo no fim dos anos 90, vinhamos de um jejum de 20 anos que durou desde 1979. Os fãs sabem que daremos tudo em cada grande prêmio de qualquer forma, e você verá que Vettel também vai fazer sua parte, mas eu não quero enganá-los. Estamos trabalhando para consolidar a cultura vencedora da Ferrari e nossos pilotos - prometeu John Elkann.

Fonte:Globoesporte.com

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