segunda-feira, 29 de junho de 2020

Em crise financeira, McLaren consegue empréstimo de R$ 1 bi com banco do Barein

A temporada 2020 da Fórmula 1 só começa no próximo fim de semana, na Áustria, mas a McLaren já conquistou sua primeira vitória, fora da pista. O grupo que controla a equipe inglesa conseguiu um empréstimo de 150 milhões de libras (o equivalente a R$ 1,002 bilhão) com um banco do Barein. A operação é fundamental para dar fôlego à McLaren em meio a uma grande crise financeira causada pela pandemia de coronavírus e permitir que o time busque novas receitas.

McLaren desistiu do GP da Austrália após funcionário testar positivo para coronavírus — Foto: Divulgação
McLaren desistiu do GP da Austrália após funcionário testar positivo para coronavírus — Foto: Divulgação
Um total de 44% do Banco Nacional do Barein pertence ao fundo soberano Mumtalakat Holding Company, que já detém 56% das ações da McLaren. O banco divulgou uma nota confirmando a transação com o grupo que controla a equipe:
"O Banco Nacional do Bahrein confirma aos mercados que a documentação final foi assinada, e todas as aprovações necessárias foram concedidas em relação a um mecanismo de financiamento de 150 milhões de libras esterlinas."

 Zak Brown é o CEO da McLaren e tenta reestruturar time — Foto: Getty Images
Zak Brown é o CEO da McLaren e tenta reestruturar time — Foto: Getty Images
Quarta colocada no Mundial de Construtores do ano passado, a McLaren foi uma das equipes mais afetadas pela pandemia de coronavírus. Teve de demitir mais de mil funcionários e entrou com uma ação na justiça para ser autorizada a receber um empréstimo em caráter "urgente".
A McLaren alegou que um grupo de credores com interesse em duas séries de notas emitidas pelo grupo informou que seria ilegal a liberação das transações. Segundo a McLaren, esses detentores de notas rejeitaram as transações propostas e tentaram criar uma situação na qual o grupo não tivesse escolha a não ser aceitar sua proposta de financiamento alternativa (nos termos ditados por eles), independentemente de o impacto sobre os demais credores do grupo e seus acionistas.
Sainz à frente de Leclerc nos testes em Barcelona — Foto: Reuters
Sainz à frente de Leclerc nos testes em Barcelona — Foto: Reuters

Com esse respiro, a McLaren agora concentra suas forças na prova de abertura do Mundial de F1 2020, no próximo domingo, em Spielberg (Áustria). Como no ano passado, o time vai correr com o espanhol Carlos Sainz Jr. e o inglês Lando Norris.
Para 2021, a escuderia sete vezes campeã mundial de pilotos terá o australiano Daniel Ricciardo no lugar de Sainz. Além disso, trocará as unidades de potência da Renault pelas da Mercedes, reeditando uma parceria que durou de 1995 a 2014.

Fonte:Globoesporte.com

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