quarta-feira, 29 de abril de 2020

Por "transparência e ética", McLaren desafia Ferrari a revelar detalhes de acordo com FIA

Zak Brown, CEO da McLaren — Foto:  Mark Thompson/Getty Images
Zak Brown, CEO da McLaren — Foto: Mark Thompson/Getty Images


A guerra entre os times sobre o valor do teto orçamentário da F1, que tem grande discordância entre McLaren e Ferrari, tem respingado em outros assuntos. Usando de gancho uma fala do chefe do time italiano, Mattia Binotto, que disse ter um "dever ético" com os funcionários da Scuderia ao se recusar a baixar o valor do teto orçamentário para não ter de demitir profissionais, o chefe da McLaren pediu que Binotto use essa ética para outros assuntos como o acordo feito entre FIA e Ferrari para encerrar as investigações no motor italiano, que estaria fora do regulamento em 2019.

- Sou sempre a favor da ética. E seguindo essa linha, seria incrível se o Mattia (Binotto) dividisse conosco, como a FIA de voluntariou a fazer, os detalhes por trás do acordo secreto que fizeram a respeito do motor que supostamente estaria infringindo o regulamento. Já que estamos no tópico da ética e transparência, creio que seria um bom momento - dispara.
A controvérsia envolvendo Ferrari e Federação Internacional de Automobilismo começou em fevereiro quando foi anunciado que as partes haviam chegado a um acordo para concluir a investigação sobre a legalidade do motor de 2019. Isso porque a FIA não conseguiu provar a possível ilegalidade e por não querer um longo caso nos tribunais. A Ferrari sempre insistiu na legalidade do motor.
O detalhe do acordo não foi aberto aos outros times, o que deixou todas as equipes do grid que não usam motores Ferrari insatisfeitas. O presidente da FIA, Jean Todt deu entrevista dizendo que adoraria revelar os detalhes do acordo, mas que judicialmente só poderia fazer com a aprovação da Ferrari.
McLaren quer baixar valor do teto orçamentário; Ferrari resiste
O valor inicial estipulado para o limite de gastos em junho de 2019 foi de US$ 175 milhões (R$ 955 milhões). Mas com a crise financeira causada pela falta de corridas, times menores vêm pressionando para que o número caia consideravelmente. Atualmente, a quantia está em US$ 145 milhões (R$ 790 milhões), mas a McLaren, por exemplo, gostaria ver esse valor chegar na casa dos US$ 100 milhões (R$ 545 milhões), algo que o time de Maranello é totalmente contra por significar ter de cortar funcionários.
- O nível de US$ 145 milhões já é algo novo e demandado após o valor original acordado em junho do ano passado. Não dá para nos comprometermos sem sacrifícios significativos, especialmente em termos de recursos humanos. Se for para baixarem ainda mais, não gostaríamos de ter que ir buscar outras opções para aplicar o nosso DNA de corrida - afirma Mattia Binotto, chefe da Scuderia, em entrevista ao jornal "The Guardian".


    Fonte:Globoesporte.com

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