terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

Pesquisadores se deparam com estrelas 'invisíveis'



Novo estudo analisa um pelicular par de estrelas, que provoca o aparecimento e desaparecimento de uma terceira estrela distante como "por magia".
Uma estrela se iluminou e apagou. Logo então, voltou a se iluminar e apagar. Este curioso fenômeno foi observado pela sonda espacial Gaia entre julho e agosto de 2016.
Gaia16aye ainda estava muito brilhante às 22h45min a partir do Observatório Peter Van de Kamp, Swarthmore College cortesia de @elnjensen.
Um fator importante é que estas mudanças não eram provocadas pela própria estrela, mas sim por um objeto invisível situado entre a Terra e essa estrela, que deformava o espaço-tempo ao seu redor e amplificava a luz que emanava a estrela.
Agora, os pesquisadores identificaram o astro como uma estrela binária a 2.544 anos-luz da Terra que emite uma luz tão fraca que não a vemos. Desde sua identificação, o fenômeno de se iluminar e se apagar pela influência de sua gravidade, que observamos neste astro, é conhecido como Gaia16aye.
Nestes processos, as mudanças na iluminação do astro são sutis, mas neste caso foram bastante bruscas, segundo os pesquisadores da Universidade de Varsóvia, encarregados da pesquisa.
Estrelas brilhando por cima da camada de luz formada pela atmosfera da Terra, enquanto a Estação Espacial Internacional orbita a cerca de 400 km sobre a Terra
© FOTO / NASA
Estrelas brilhando por cima da camada de luz formada pela atmosfera da Terra, enquanto a Estação Espacial Internacional orbita a cerca de 400 km sobre a Terra
Este fenômeno sugere a presença de um objeto binário que produzia o fenômeno chamado de microlente gravitacional. Ou seja, o que ocorre quando a luz de um objeto distante e brilhante se curva ao redor de outro corpo massivo e vemos seu brilho através deste, situado a metade do caminho.
O que foi descoberto de Gaia16aye graças a este estudo? Agora sabemos que se trata de um sistema composto por duas estrelas anãs vermelhas que orbitam ao redor de um centro de gravidade a cada 2,88 anos terrestres.
"Não podemos ver absolutamente nada deste sistema binário, mas somente vendo os efeitos que este criou ao atuar como uma lente sobre uma estrela que se encontra atrás, podemos saber tudo sobre ele", declarou um astrônomo que antes pertenceu à Universidade de Varsóvia e que participou do estudo, Przemek Mróz.
Espera-se que este estudo seja útil na busca de buracos negros estelares solitários.

Fonte:Sputnik

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