segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Hubble mostra uma galáxia anêmica

NGC 4689: formação estelar reprimida. Crédito: ESA/Hubble & Nasa

Telescópio Espacial Hubble, da Nasa/ESA, tem um grande interesse nas galáxias espirais, como a Via Láctea. O telescópio nos trouxe algumas das mais belas imagens já tiradas de nossas vizinhas espirais, e esta, que mostra a galáxia NGC 4689, não é exceção.
Vista quase de frente, porém, a NGC 4689 parece menos uma espiral majestosa e mais uma impressão digital borrada no céu. Não importa a qualidade da imagem, há pouco contraste entre os braços em espiral de estrelas, gás e poeira e as áreas menos densas entre elas. Isso ocorre porque a NGC 4689 se encaixa no que é conhecido como “galáxia anêmica”, uma galáxia que contém quantidades muito pequenas das matérias-primas necessárias para produzir estrelas. Isso significa que a formação estelar é reprimida na NGC 4689, e os braços giratórios são menos brilhantes do que aqueles pertencentes a outras musas do Hubble.
Apesar dessa sutileza, quando comparada a suas parentes impetuosas, que roubam os holofotes, a NGC 4689 mantém um charme sobrenatural, com seu material delicadamente brilhante destacando-se sutilmente na escuridão circundante do espaço.
A NGC 4689 está a cerca de 54 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Coma Berenices. É uma das várias galáxias descobertas pelo astrônomo inglês William Herschel, mais conhecido por ter descoberto o planeta Urano.

Fonte:Revista Planeta e Terra


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