sábado, 29 de fevereiro de 2020

Empresa de reconhecimento facial Clearview notifica clientes sobre vazamento de dados

Empresa que montou banco de dados com fotos disponíveis em redes sociais notificou clientes que algumas informações ficaram expostas. — Foto: REUTERS/Thomas Peter
Empresa que montou banco de dados com fotos disponíveis em redes sociais notificou clientes que algumas informações ficaram expostas. — Foto: REUTERS/Thomas Peter


A empresa norte-americana Clearview, que desenvolve uma tecnologia de reconhecimento facial oferecida a autoridades policiais, está notificando seus clientes sobre um vazamento de dados que expôs a lista de clientes da startup, quantas buscas eles fizeram no banco de dados e o número de contas de acesso criadas por cada um.

A companhia confirmou o incidente, mas destacou que seus servidores não foram acessados e que a falha já foi corrigida. "Infelizmente, vazamentos de dados são um fato da vida no século XXI", comentou Tor Ekeland, advogado da Clearview, em um comunicado ao site "CNET".
A Clearview oferece uma solução de reconhecimento facial para autoridades policiais, prometendo facilitar a identificação de suspeitos. O fundador da empresa, Hoan Ton-That, descreveu o serviço como "uma ferramenta de busca para rostos".
A base da tecnologia, segundo uma reportagem do "The New York Times", é um banco de dados com três bilhões de imagens capturadas de sites como Facebook, YouTube, Venmo e "milhões de outras páginas".
A prática de capturar informações de redes sociais e sites públicos é chamada de "raspagem" (scrapping) e em geral é proibida pelos termos de serviço – inclusive no Facebook, que disse estar investigando o caso.
Embora esse banco de dados não tenha sido vazado, a exposição da lista de clientes gera dúvidas sobre a capacidade da empresa de proteger outras informações, especialmente para a prestação de serviços ao governo. Políticos e autoridades nos Estados Unidos já estavam questionando o uso do produto devido aos métodos da coleta de dados e o risco de invasão de privacidade.
O vazamento foi divulgado pelo site "The Daily Beast", que teve acesso a uma notificação enviada pela empresa aos clientes. Nos Estados Unidos, a legislação determina que as vítimas de vazamentos de dados recebam uma notificação do ocorrido.
Embora a lista de clientes vazada não tenha sido obtida pela imprensa, sabe-se que o produto é usado por departamentos policiais em Atlanta, na Flórida (ambas nos EUA) e em Toronto (no Canadá). De acordo com uma reportagem da "Reuters", o aplicativo também é oferecido a instituições financeiras.


Fonte:G1

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