sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Após questionamentos ao motor da Ferrari, FIA chega a acordo com a equipe, mas não revela termos

Charles Leclerc acelera carro da Ferrari em Barcelona — Foto: Getty Images
Charles Leclerc acelera carro da Ferrari em Barcelona — Foto: Getty Images


A possível irregularidade no motor da Ferrari em 2019 ganhou mais lenha na fogueira - apesar de ter chegado ao seu ponto final. Isso porque a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) divulgou um comunicado nesta sexta-feira (28) afirmando que concluiu as investigações e que "chegou a um acordo" com a escuderia italiana.

Os termos do acordo não foram revelados e vão permanecer em sigilo entre as partes, mas a FIA afirmou que Ferrari e federação concordaram em um "número de compromissos técnicos". Desta forma, não existe a confirmação por parte da entidade se o motor era realmente ilegal - o que deixa lacunas em aberto.
Além disso, o comunicado diz que o pacto também ajudará nas pesquisas sobre emissão de carbono e combustíveis sustentáveis.

Confira a nota da FIA na íntegra:

"A FIA anuncia que, após investigações técnicas, concluiu a análise da operação da unidade de potência da Scuderia Ferrari e alcançou um acordo com a equipe. As especificidades do acordo vão permanecer entre as partes.
A FIA e a Scuderia Ferrari concordaram em um número de compromissos técnicos que vão melhorar o monitoramento de todas as unidades de potência da Fórmula 1 durante as próximas temporadas, além de auxiliar a FIA em outras tarefas de regulação e atividades de pesquisa sobre emissão de carbono e combustíveis sustentáveis."

Entenda o caso

Charles Leclerc renovou contrato com a Ferrari até 2024 — Foto: Getty ImagesCharles Leclerc renovou contrato com a Ferrari até 2024 — Foto: Getty Images
Charles Leclerc renovou contrato com a Ferrari até 2024 — Foto: Getty Images
Após uma primeira parte de campeonato com mais baixos do que altos em 2019, a Ferrari estreou um motor com maior potência na sequência da temporada, no Grande Prêmio da Bélgica. A melhoria foi visível: a equipe, que ainda não havia vencido no ano, conquistou três triunfos em sequência - o primeiro deles justamente em solo belga.
Algumas equipes começaram a desconfiar do motor usado pela Ferrari - uma delas (que não foi revelada) chegou a supôr que um dos truques da escuderia era um vazamento controlado de óleo no sistema interno de refrigeração, que produzia pequeno aumento de potência por um curto período de tempo. A RBR, por exemplo, pediu esclarecimentos à FIA na época.
No período em que as suspeitas em relação ao motor se intensificaram, o monegasco Charles Leclerc afirmou que os adversários estavam buscando argumentos para desestabilizar a Ferrari.

Depois das reclamações, a Ferrari teve um desempenho bem abaixo no GP dos Estados Unidos, com Leclerc em 4º lugar (a 52s do líder Bottas) e Vettel abandonando, o que fez as especulações crescerem ainda mais. Em janeiro, após o fim da temporada, Helmut Marko (chefão da RBR) chegou a ameaçar um protesto e pediu mais clareza.


Fonte:Globoesporte.com

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