quinta-feira, 10 de outubro de 2019

O intrigante cometa azul que viaja pelo Sistema Solar


O C/2016 R2 (PANSTARRS) em sua jornada pelo Sistema Solar: aproximação do Sol a cada 20 mil anos. Crédito: SO/SPECULOOS Team/E. Jehin
Esta imagem mostra o cometa C/2016 R2 (PANSTARRS) localizado nos confins do Sistema Solar. Tal como o seu nome sugere, esse cometa foi descoberto em 2016 pelos telescópios Pan-STARRS no Havaí. A imagem foi capturada por um projeto baseado no Observatório do Paranal do Observatório Europeu do Sul (ESO) no Chile chamado SPECULOOS — Search for habitable Planets EClipsing ULtra-cOOl Stars (Busca de planetas habitáveis que eclipsam estrelas ultrafrias).
Os cometas são bolas de poeira, gelo, gás e rochas. Quando passam perto do Sol, o gelo se aquece, transforma-se em gás e escapa num processo chamado outgassing. Esse processo forma envelopes difusos em torno do núcleo do cometa, as chamadas comas, e caudas bem distintas.
Observações SPECULOOS mostram que a cauda do C/2016 R2 (PANSTARRS) muda drasticamente ao longo de apenas uma noite, criando um conjunto dinâmico de imagens. Esta imagem corresponde a observações obtidas em 18 de janeiro de 2018 durante uma fase de testes do telescópio Callisto do SPECULOOS, e foi tirada quando o cometa estava a 2,85 UA do Sol (1 Unidade Astronômica corresponde à distância média entre a Terra e o Sol) e viajando rumo ao interior do Sistema Solar.
Linhas distintas
Esse cometa é particularmente intrigante por causa das moléculas e compostos raros que os cientistas detectaram na sua coma: monóxido de carbono e íons de nitrogênio. Esses compostos dão ao cometa linhas de emissão azuis distintas — daí seu apelido “cometa azul”.
O tímido C/2016 R2 (PANSTARRS) passa perto do Sol apenas uma vez a cada 20 mil anos. Sua mais recente aproximação ocorreu em maio de 2018. Esta imagem foi obtida quando o telescópio seguia o movimento do cometa. Por isso, os traços brilhantes de luz no fundo da imagem correspondem a estrelas distantes, mas o cometa e a sua coma gasosa estão bem focados, uma prova do poder de rastreamento do SPECULOOS.
Fonte:Revista Planeta e Terra


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