segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Crime da 113 Sul: Adriana Villela presta depoimento nesta terça-feira

Por Afonso Ferreira

Adriana Villela chega ao Tribunal de Justiça no 5º de julgamento — Foto: TV Globo/Reprodução
Adriana Villela chega ao Tribunal de Justiça no 5º de julgamento — Foto: TV Globo/Reprodução


Está marcado para esta terça-feira (1º), a partir das 9h, o depoimento da arquiteta Adriana Villela no Tribunal do Júri de Brasília. O julgamento dela, que começou no dia 23 de setembro, já dura 85 horas e é considerado o mais longo da história do Distrito Federal.

A arquiteta é acusada de ser a mandante do assassinato do pai, o ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) José Guilherme Villela; da mãe, Maria Villela; e da empregada da família, Francisca Nascimento. O caso ocorreu em 2009 e ficou conhecido como "crime da 113 Sul".

8º dia de julgamento de Adriana Villela foi marcado por exibições de depoimentos gravados apresentados pela defesa e acusação. — Foto: TV Globo/Reprodução
8º dia de julgamento de Adriana Villela foi marcado por exibições de depoimentos gravados apresentados pela defesa e acusação. — Foto: TV Globo/Reprodução

Exibição de depoimentos

Durante o 8º dia de julgamento, nesta segunda-feira (30), defesa e acusação apresentaram aos jurados depoimentos e trechos do processo que consideram importantes. A etapa é conhecida como leitura de peças.
O Ministério Publico do DF exibiu vídeos dos depoimentos de Leonardo Campos Alves, Paulo Cardoso Santana e Francisco Mairlon. Os três foram condenados pelos homicídios do casal Villela e da funcionária da casa, Francisca Silva.
Durante a tarde, a promotoria apresentou um vídeo da reconstituição do crime com agentes da Coordenação de Crimes Contra a Vida (Corvida) e imagens da acareação dos três réus condenados pelos homicídios.
Já a defesa de Adriana Villela reproduziu áudios e vídeos de depoimentos de Augusto Villela, irmão da acusada; de Denir Pedro da Silva, pintor que prestava serviços à família Villela; e dos dois condenados pelo crime Paulo Cardoso Santana e Leonardo Campos Alves.
caso ocorreu em 2009 e ficou conhecido como 'crime da 113 Sul, em Brasília — Foto: TV Globo/Reproduçãocaso ocorreu em 2009 e ficou conhecido como 'crime da 113 Sul, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução
caso ocorreu em 2009 e ficou conhecido como 'crime da 113 Sul, em Brasília — Foto: TV Globo/Reprodução

Entenda o caso

Maria Carvalho Mendes Villela e José Guilherme Villela, mortos em 2009 em apartamento na Asa Sul — Foto: Arquivo pessoalMaria Carvalho Mendes Villela e José Guilherme Villela, mortos em 2009 em apartamento na Asa Sul — Foto: Arquivo pessoal
Maria Carvalho Mendes Villela e José Guilherme Villela, mortos em 2009 em apartamento na Asa Sul — Foto: Arquivo pessoal
Adriana Villela, de 55 anos, é ré por triplo homicídio em um processo com mais de 20 mil páginas. No dia do crime, no sexto andar do bloco C da 113 Sul, quadra nobre de Brasília, foram assassinados:
  • o pai dela, José Guilherme Villela, 73 anos, ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com 38 facadas;
  • a mãe dela, Maria Carvalho Mendes Villela, 69 anos, advogada, com 12 facadas;
  • a empregada doméstica da família, Francisca Nascimento da Silva, 58 anos, com 23 facadas.


Os corpos foram achados, já em estado de decomposição, em 31 de agosto de 2009, na Asa Sul. A perícia demonstrou que as vítimas foram assassinadas em 28 de agosto de 2009, por volta das 19h15.

Adriana sempre negou todas as acusações. A defesa dela argumenta que o "processo é uma distorção psicológica feita pelo Ministério Público".O advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, alega que uma "linha do tempo" feita pela defesa comprova todos os passos da acusada no dia do crime.
Já o MP sempre disse ter convicção de que Adriana esteve na cena do crime e foi a mandante dos três assassinatos. Para a acusação, ela tinha desentendimentos com os pais por causa de dinheiro, e essa seria a motivação dos crimes.

Em 2013, três homens foram condenados pela execução dos homicídios. Somadas, as penas de Leonardo Campos Alves, Paulo Cardoso Santana e Francisco Mairlon Barros Aguiar passam de 177 anos de prisão.

Fonte:G1

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