sexta-feira, 31 de maio de 2019

Família de holandês morto no MA denuncia caso à Comissão Interamericana de Direitos Humanos



Após nove anos, ainda é um mistério o assassinato do holandês Joel Bastiaens, de 24 anos, e da namorada dele, Sandra Maria Dourado Souza. Os dois foram assassinados a tiros em uma casa no bairro Araçagy, em São Luís, no dia 28 de fevereiro de 2010.
O inquérito é de responsabilidade da Delegacia de Homicídios da Capital, que ainda não apresentou a conclusão das investigações. Após tanto tempo sem respostas, a família do holandês encaminhou denúncia contra a União para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos que fica em Washington, nos Estados Unidos.
Joel Bastiaens e Sandra Maria foram assassinados a tiros em uma casa no bairro Araçagy, em São Luís — Foto: Reprodução/TV MiranteJoel Bastiaens e Sandra Maria foram assassinados a tiros em uma casa no bairro Araçagy, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante
Joel Bastiaens e Sandra Maria foram assassinados a tiros em uma casa no bairro Araçagy, em São Luís — Foto: Reprodução/TV Mirante
Para a família, as possibilidades de Justiça no Brasil se esgotaram. O único desejo é que os responsáveis pela morte de Joel e da namorada não fiquem impunes. A petição da família foi discutida nesta sexta-feira (31) em uma reunião com representantes da Secretaria de Segurança Pública e Direitos Humanos do Estado.
Na reunião, ficou decidido que a SSP vai indicar uma equipe para, em até 60 dias, apresentar um relatório sobre o inquérito.
“É necessário que o Estado aponte uma conclusão do inquérito porque isso acaba se somando a um número estarrecedor que nós temos no Brasil, de acordo com o Atlas da Violência, que 90% dos casos de homicídio não são apurados”, declarou o advogado Carlos Nicodemos.
A família e os advogados que acompanham o caso acreditam que a morte do holandês e de Sandra Dourado foi encomendada. Na visão deles, as vítimas foram mapeadas, atraídas e executadas.
“O modo de execução deixa muito evidente que trata-se de um crime de encomenda. Não há ruptura de obstáculos, muito pelo contrário. A atividade colaborativa das vítimas foi utilizada como um argumento para atraí-las ao local da execução, deixando claro que nós temos aí uma associação de pessoas que praticaram esse crime, desde o seu autor intelectual até aqueles que o executaram objetivamente”, conta Carlos Nicodemos.

Fonte:G1

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