sábado, 30 de março de 2019

Liberal vence segundo turno, e Eslováquia terá primeira presidente mulher na história

Zuzana Caputova, de 45 anos, é a primeira mulher a se tornar presidente da Eslováquia — Foto: Petr David Josek/AFP
Zuzana Caputova, de 45 anos, é a primeira mulher a se tornar presidente da Eslováquia — Foto: Petr David Josek/AFP


A advogada Zuzana Caputova, de 45 anos, venceu o segundo turno das eleições presidenciais da Eslováquia neste sábado (30). Considerada "outsider" do meio político eslovaco, ela se tornará a primeira mulher a presidir o país europeu após vencer campanha com uma plataforma liberal e discurso contra corrupção.

Segundo o jornal eslovaco "Dennik N", Caputova venceu o segundo turno com 58,35% dos votos. Ela já havia conquistado cerca de 40% do eleitorado na primeira votação do pleito.
O candidato derrotado, Maros Sefcovic, telefonou para a vencedora pouco depois da divulgação dos primeiros resultados. "Salientei que, apesar de uma campanha eleitoral muito acirrada, há momentos em que a Eslováquia exige unificação", afirmou o político ao "Dennik N".

Quem é Caputova?

Neófita na política, Caputova ganhou notoriedade na Eslováquia ao protestar durante 14 anos contra a instalação de um aterro sanitário nos arredores da capital Bratislava. Em 2016, a agora presidente eleita venceu o Prêmio Goldman – uma espécia de Nobel para defensores do meio-ambiente – pelos 14 anos de esforços para impedir a construção do aterro. 
Ela também encarnou os desejos anti-establishment durante os protestos contra a morte do jornalista Khan Kuciak, assassinado no ano passado enquanto investigava ligações entre o crime organizado e a classe política. O caso derrubou o governo eslovaco.
Em 2016, a agora presidente eleita venceu o Prêmio Goldman – uma espécia de Nobel para defensores do meio-ambiente – pelos 14 anos de esforços para impedir a construção do aterro.
Divorciada e mãe de dois, Caputova tem ideias favoráveis à comunidade LGBT na Eslováquia – o país, de maioria católica, não reconhece o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
É a quinta vez que a Eslováquia elege diretamente o presidente. Até 1993, o país integrava a Tchecoslováquia junto à atual República Tcheca.

Fonte:G1

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