quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

O projeto bilionário de satélites para conectar todos os cantos do mundo à internet

A rede ficará a 1.200 km acima da Terra. Satélites serão lançados nesta quarta-feira — Foto: Oneweb
A rede ficará a 1.200 km acima da Terra. Satélites serão lançados nesta quarta-feira — Foto: Oneweb


A OneWeb, empresa com sede em Londres, está pronta para lançar os primeiros seis satélites de seu projeto bilionário para levar internet a todos os cantos do planeta.

O plano é de colocar cerca de 2 mil objetos do tipo na órbita em torno da Terra.
Outras empresas também prometem colocar chamadas megaconstelações - redes de novos satélites - em órbita, mas a OneWeb acredita ter a vantagem de tomado a frente nessa iniciativa, e de contar com um sistema operacional próprio.
O lançamento de seus satélites, nesta quarta-feira, em um foguete russo Soyuz, a partir da Guiana Francesa, é programado para as 18h37, horário de Brasília.
Controladores na sede da OneWeb em Londres estarão esperando para captar sinais do equipamento quando eles se soltarem da parte superior do foguete russo.
Stéphane Israël, CEO da Arianespace SAS, empresa que colocará os satélites em órbita para a OneWeb, usou o Twitter domingo para comemorar "o sucesso" dos preparativos para o lançamento.
"Operações bem sucedidas ontem (sábado)! Os satélites da @OneWeb estão agora no nosso veículo de lançamento #Soyuz. Lançamento em breve! Vai OneWeb! Vai !", escreveu ele.
A tarefa mais importante dos satélites é garantir as frequências necessárias que permitirão a transmissão de dados em alta velocidade de internet.


Supondo que esses desbravadores tenham o desempenho esperado, a OneWeb seguirá com a colocação do restante da constelação de satélites no final do ano.
Haverá um lançamento mensal de foguetes Soyuz, que levarão até 36 satélites por vez.
Para fornecer cobertura global de internet, serão necessárias 648 unidades em órbita.
"Nós vamos conectar muita gente que não está conectada no momento", explicou Adrian Steckel, CEO da OneWeb. "Vamos começar focando em conectar escolas, navios, aviões e grandes áreas do planeta que não fazem sentido para fibra (internet por fibra óptica)", disse ele à BBC News.
Cada satélite tem cerca de um metro de diâmetro e pesa menos de 150 kg — Foto: OnewebCada satélite tem cerca de um metro de diâmetro e pesa menos de 150 kg — Foto: Oneweb
Cada satélite tem cerca de um metro de diâmetro e pesa menos de 150 kg — Foto: Oneweb

Quem está apoiando a OneWeb?

A empresa foi criada pelo empresário de telecomunicações americano Greg Wyler.
Ele já havia fundado outra constelação, chamada O3b, que significa "outros três bilhões" - uma referência à metade do planeta sem conectividade.
A O3b opera uma frota de 16 satélites que se deslocam pelo equador a uma altitude de 8.000 km.
A OneWeb é uma ideia ainda mais grandiosa de Wyler - uma rede muito mais densa que voa a apenas 1.200 km acima do solo.
A proximidade dos satélites, sua alta taxa de transferência - mais de um terabit por segundo através da constelação - e a cobertura global prometem transformar o provimento de internet para aqueles que estão atualmente desassistidos ou simplesmente não contam com o serviço.

Pelo menos essa é a visão compartilhada pelos parceiros da OneWeb, grupo que inclui empresas como a fabricante de chips Qualcomm, o Virgin Group, de Richard Branson, a gigante Coca-Cola, a especialista em comunicações via satélite Hughes e a financiadora de tecnologia SoftBank.

Quais são os custos dessa iniciativa?

Os custos são bem altos.
A tecnologia de satélites é muito mais barata do que costumava ser, e o grande número de satélites necessários para a rede reduz o custo unitário. Mesmo assim, os satélites, produzidos pela Airbus, parceira da OneWeb, tem um preço estimado em cerca de US$ 1 milhão (o equivalente a R$ 3,75 milhões) cada.
E quando você adiciona toda a infraestrutura necessária para operar o sistema, o custo total é de mais de US$ 3 bilhões (R$ 11,25 bilhões).
Algumas iniciativas anteriores nessa área, voltadas para a criação de constelações semelhantes, não deram certo. Empresas de comunicação por satélites, como a Iridium e a Globalstar, só existem hoje porque processos de falência as dispensaram de suas dívidas.
Vários outros grupos registraram interesse em competir com a OneWeb, incluindo a SpaceX, do empresário Elon Musk. Engenheiros da Space até já colocaram (dois) satélites em órbita para demonstrar tecnologias.
Analistas parecem seguros de apenas uma coisa: o mercado não dará conta de todas as megaconstelações propostas.
Controladores na Virgínia, nos Estados Unidos, e em Londres têm estado ocupados ensaiando o dia do lançamento — Foto: OnewebControladores na Virgínia, nos Estados Unidos, e em Londres têm estado ocupados ensaiando o dia do lançamento — Foto: Oneweb
Controladores na Virgínia, nos Estados Unidos, e em Londres têm estado ocupados ensaiando o dia do lançamento — Foto: Oneweb

Qual é a perspectiva do Reino Unido aqui?

A OneWeb estabeleceu sua sede no oeste de Londres, capital do Reino Unido, em escritórios antes ocupados pela BBC. A empresa tem cerca de 70 funcionários atualmente e espera aumentar o número para cerca de 200.
A sede tem uma sala de controle de satélites, embora essa função também seja realizada nos EUA.
Sucessivos governos do Reino Unido tentaram fomentar um ambiente regulatório e de negócios que estimulasse empresas espaciais a fazerem da Grã-Bretanha sua base - e eles conseguiram, acredita o CEO da OneWeb, Adrian Steckel.
"Acreditamos que a Agência Espacial do Reino Unido (UKSA) fez um trabalho fantástico, olhando para a OneWeb como um novo marco na indústria de satélites e ampliando as possibilidades de uso de nossos serviços", disse ele à BBC News.
"E eles têm trabalhado conosco, de mãos dadas, no que diz respeito a analisar o processo de regulamentação. Eles têm sido grandes defensores disso."
A UKSA gasta somas significativas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) de telecomunicações via satélite. A agência faz isso por meio de sua participação na Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla erm inglês).
A ESA desenvolve novas tecnologias que, esperamos, manterão as empresas europeias globalmente competitivas. E a UKSA acaba de colocar 18 milhões de libras em um programa que deve beneficiar a próxima geração de satélites da OneWeb, em particular na forma como elas interagem e trabalham junto às redes móveis terrestres 5G que agora estão sendo fomentadas.
Estudo mostra que as novas redes precisarão tirar de órbita seus veículos espaciais antigos, para evitar colisões — Foto: ESAEstudo mostra que as novas redes precisarão tirar de órbita seus veículos espaciais antigos, para evitar colisões — Foto: ESA
Estudo mostra que as novas redes precisarão tirar de órbita seus veículos espaciais antigos, para evitar colisões — Foto: ESA

O espaço já não está cheio demais?

Este é um ponto muito debatido. Há mais de 4 mil satélites operando em órbita, voando em várias altitudes; e um número um pouco maior de equipamentos espaciais antigos que interromperam as operações.
Se várias megaconstelações forem lançadas, haverá uma aumento significativo nessa população em órbita - e o potencial de colisões tem preocupado especialistas.
Um estudo recente - patrocinado pela Agência Espacial Europeia e apoiado pela Airbus - descobriu que as novas redes precisarão tirar de órbita seus veículos espaciais antigos, obsoletos, dentro de cinco anos ou correrão o risco de aumentar seriamente a probabilidade dos objetos se chocarem uns com os outros.
A OneWeb diz estar com essa preocupação em mente. A UKSA, como o órgão de licenciamento, tem trabalhado em estreita colaboração com a empresa para garantir que equipamento ultrapassado seja retirado do céu o quanto antes.
"Todos os candidatos aprovados para as licenças do Outer Space Act devem demonstrar adequação às melhores práticas estabelecidas em termos de operações seguras e sustentáveis", disse um porta-voz.
"Isso inclui o descarte seguro de satélites em fim de vida útil, por exemplo, retirando-os de órbita para minimizar o potencial de colisões e a criação de detritos espaciais."


Fonte:G1 e BBC News Brasil

Pac-Man e as Aventuras Fantasmagóricas-Episódio 1-A Aventura Começou (Parte 1)-Dublado

Pac-Man e as Aventuras Fantasmagóricas (em inglês Pac-Man and the Ghostly Adventures) é uma série de televisão feita em animação computadorizada, produzida pela 41 Entertainment para Disney XD com base na franquia de jogos Pac-Man da Namco Bandai Games. Foi produzida por Avi Arad e está em exibição desde 15 de julho de 2013. A série é apresentada em 3D estereoscópico.

Na maior parte do mundo a série é exibida pelo canal Disney XD.

No Japão a série é exibida no Tokyo MX e BS11 desde 5 de abril de 2014.

No Brasil, a série era exibida no canal pago Gloob em vez do Discovery Kids desde 27 de setembro de 2013, o desenho animado feito pela 41 Entertainment e Avi Arad parou de passar no canal depois de quase 5 anos no ar, a série ainda está disponível no Brasil em português pela Netflix. No dia 1 de Janeiro de 2019, a série estreou na Rede Bandeirantes (Band), dentro do bloco Verão Animado.

Em Portugal a série está sendo exibida pelo canal Biggs e também está disponível na Netflix.

Enredo

A história se passa no fictício universo Mundo-Pac, lar de criaturas esféricas que constantemente é atacado pelos fantasmas do Mundo Inferior. Pac-Man é um jovem herói que junto de seus amigos Cilindra e Espiral lutam para salvarem seu mundo com seus poderes.

Nome original:Pac-Man and the Ghostly Adventures
Nome Brasileiro:Pac-Man e as Aventuras Fantasmagóricas
Formato:Série de desenho animado
Gênero:Aventura
Duração:22 Minutos
País;EUA/Canadá/Japão
Canais:Disney XD(EUA,Canadá,França,Alemanha,Itália)/Disney Channel(Turquia e Alemanha)/Gloob e Rede Bandeirantes(Brasil)/Discovery Kids(América Latina)/SIC K, SIC, Biggs e Netflix(Portugal)/ Canal Panda e Clan(Espanha)/Canal J, Gulli(França)/ teleTOON+(Polônia)/Megamax(Hungria)/K2(Itália)/Tokyo MX e BS11(Japão)

Túlio Gadêlha ironiza Alexandre Frota e desafia Jair Bolsonaro

Paulo Silva 

Túlio Gadêlha
Túlio Gadêlha fez desafio a Jair Bolsonaro (Imagem: Reprodução / Instagram)
Túlio Gadêlha foi o primeiro político a confrontar Jair Bolsonaro após a polêmica envolvendo a gravação de crianças cantando o Hino Nacional nas escolas. O namorado de Fátima Bernardes falou na tribuna da Câmara dos Deputados e desafiou o presidente da República.

Deputado federal pelo PDT de Pernambuco, Gadêlha considerou a decisão do ministro Ricardo Vélez Rodrigues como a "presepada" dos últimos sete dias. Ele ironizou Alexandre Frota, deputado federal pelo PSL de São Paulo, e desafiou Bolsonaro. "Até me parece uma boa ideia, deputado Alexandre Frota. Inclusive, desafio o presidente Jair Bolsonaro a cantar corretamente o hino", disparou.

Túlio lembrou a carta enviada por Vélez as escolas e as regras a serem seguidas a risca, como ler uma mensagem e o slogan que enaltece o governo federal. "O ministro pediu também que essa ação fosse filmada e lida uma mensagem que era concluída com o slogan da campanha eleitoral do presidente Jair Bolsonaro, uma solicitação de manifestação de autoritarismo inédita na história do Brasil", considerou. O político ainda mandou um recado para o ministro. "Eu queria falar para o senhor ministro da educação: 'É ilegal, senhor ministro da educação, filmar, utilizar imagem de crianças sem prévia autorização de seus responsáveis. Sua solicitação fere, acima de tudo, a autonomia da gestão nas escolas", desabafou.

Túlio avaliou que o que deve ser filmado dentro das escolas são os equipamentos precários, o salário dos professores e a merenda. "Se é para filmar, então, filme as instalações precárias que há nas escolas hoje no Brasil, que filme a quadra mal mantida ou inexistente na grande parte das escolas do País, que filme a defasada e insuficiente grade curricular dos nossos alunos, que filme também as nossas salas de aula sem professor, e o Estado nem dá condições para que eles possam diariamente frequentar a escola. Aproveite e filme também o contracheque desses professores, filme a merenda, filme as agressões diárias que sofrem todos os profissionais de educação no Brasil", enumerou. O discurso terminou com um pedido a Bolsonaro: respeitar a sociedade e as suas crenças, uma indireta para o slogan do governo. "Precisamos ter responsabilidade. Nenhum governo pode estar acima de tudo e nenhuma crença pode estar acima de todos". Assista:

Fonte:RD1

'Menor recém-nascido do mundo' tem alta do hospital de Tóquio

O bebê cinco dias após nascer... — Foto: Foto Hospital Universitário Keio
O bebê cinco dias após nascer... — Foto: Foto Hospital Universitário Keio


Um recém-nascido que veio ao mundo com apenas 268 gramas teve alta na semana passada em um hospital no Japão, cinco meses após nascer. Os médicos afirmam que ele é o menor menino nascido prematuro a ir para casa com saúde.

O garotinho nasceu em agosto, com apenas 24 semanas de gestação, em uma cesariana de emergência. Era tão pequeno que cabia na palma da mão do médico. Ele recebeu tratamento na UTI até semana passada, cerca de dois meses após a data em que deveria ter nascido.
Ao receber alta, o bebê já estava com 3,2 kg, e agora já consegue se alimentar normalmente.
"Só posso dizer que estou feliz que ele cresceu tanto, porque sinceramente eu não tinha certeza que ele iria sobreviver", diz a mãe do menino, de acordo com o Hospital Universitário Keio, em Tóquio.
... e pouco antes de deixar o hospital, pesando 3,2 kg — Foto: Direito de imagemKEIO UNIVERSITY HOSPITAL... e pouco antes de deixar o hospital, pesando 3,2 kg — Foto: Direito de imagemKEIO UNIVERSITY HOSPITAL
... e pouco antes de deixar o hospital, pesando 3,2 kg — Foto: Direito de imagemKEIO UNIVERSITY HOSPITAL
O médico Takeshi Arimitsu, que atendeu o caso do garotinho, disse à BBC que ele é o menor recém-nascido do mundo do sexo masculino a receber alta do hospital, de acordo com a base de dados de menores bebês da Universidade de Iowa, nos EUA.
Arimitsu diz que quer mostrar que "existe a possibilidade de que bebês saiam do hospital com saúde apesar de terem nascido pequenos".


Antes do bebê japonês, o recorde pertencia a um menino nascido na Alemanha com apenas 274 gramas. A menor menina a sobreviver também nasceu no país, em 2015, e pesava 252 gramas.
O Hospital Universitário Keio diz que a taxa de sobrevivência de bebês pesando menos de um 1 kg ao nascer é de cerca de 90% no Japão – o índice cai para 50% para bebês com menos de 300 g.
Entre os menores recém-nascidos, a taxa de sobrevivência é muito menor para meninos do que para meninas. Os médicos não sabem dizer com certeza por que isso acontece. Alguns acreditam que pode estar ligado ao desenvolvimento mais lento dos pulmões em bebês do sexo masculino.


Fonte:G1 e BBC News Brasil

Arquivo do blog