sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Ações do Twitter caem com temor de boicote de conservadores

Sede do Twitter em São Francisco, nos EUA. Empresa apagou 10 mil perfis falsos em meio às eleições legislativas no país — Foto: Jeff Chiu/AP
Sede do Twitter em São Francisco, nos EUA. Empresa apagou 10 mil perfis falsos em meio às eleições legislativas no país — Foto: Jeff Chiu/AP


As ações do Twitter recuaram 4,37% nesta quinta-feira (29), após notícias citando que a emissora de televisão Fox News não publica e há três semanas. O fato foi interpretado como um aparente sinal de boicote de usuários conservadores, que protestam contra o que consideram uma tendência liberal da companhia.

Segundo o site de notícias americano "Politico", a Fox News não posta um tuíte desde 8 de novembro. A rede de TV tem 18,3 milhões de seguidores no Twitter.
A emissora parou de usar a rede social após ativistas publicaram no Twitter o endereço residencial do apresentador Tucker Carlson, disse o "Politico". Em 9 de dezembro, manifestantes fizeram protestos diante da casa de Carlson.
Representantes da Fox News e do Twitter não comentaram o assunto.
O Twitter e outras companhias de rede social enfrentam pedidos de maior regulação e escrutínio das autoridades, com críticas sobre o modo como lidam com os dados dos usuários e o papel que suas plataformas tiveram sobre o clima político dos Estados Unidos nos últimos anos.
Apesar disso, analistas consideram que a queda nas ações do Twitter nesta quinta-feira é uma reação exagerada.
"Eu acho que as pessoas que querem ser alarmistas vão dizer que isso é o primeiro passo rumo à perda dos conservadores, e que isso seria uma bola de neve. Mas, neste momento, eu creio que é excessivamente alarmista e não considero como um assunto importante. Então eu vejo isso como uma oportunidade de compra", disse Shebly Seyrafi, analista da FBN.
No mês passado, o Twitter divulgou resultado trimestral com números bem acima do esperado por Wall Street, mesmo depois da empresa eliminou milhões de contas falsas usadas em campanhas de disseminação de notícias falsas e outros abusos.

Fonte:G1 e Reuters

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts Relacionados