domingo, 30 de setembro de 2018

Facebook remove páginas de empresa investigada por campanha irregular

O Facebook removeu de sua plataforma, nesta sexta-feira (28), 11 páginas e 42 perfis envolvidos em um suposto sistema de pagamentos a influenciadores digitais, que receberiam dinheiro para divulgar informações positivas sobre candidatos do PT e do PR nas redes sociais.
A Follow, empresa de marketing digital envolvida com essas páginas e perfis, é investigada pelo Ministério Público por supostamente recrutar pessoas com influência e muitos seguidores nas redes sociais para simular divulgação espontânea de políticos — prática proibida pela justiça eleitoral.
Os Ministérios Públicos Eleitorais de Minas Gerais e o Piauí são responsável pela investigação.
A Follow pertence a Miguel Corrêa, deputado federal e atual candidato ao Senado pelo PT de Minas Gerais. Além das páginas ligadas à agência, o perfil pessoal dele também foi removido pelo Facebook. A página da campanha de Corrêa ao Senado segue no ar. Quando as investigações começaram, em agosto deste ano, Corrêa negou as acusações, afirmando que sempre teve a vida pública pautada na legalidade.
Em comunicado, o Faceebok afirmou: “Nossos Padrões da Comunidade não permitem que contas operem de maneira coordenada para enganar as pessoas sobre a origem de conteúdos ou para permitir outras violações de nossas políticas”.
Segundo o Facebook, por enquanto não estão sendo tomadas medidas contra as pessoas que foram contratadas pela Follow; apenas páginas de conteúdo da agência foram removidas.

Entenda o caso

O caso ganhou repercussão nas redes sociais depois que alguns dos influenciadores denunciaram a empresa, alegando o alinhamento partidário dos aplicativos.
A Follow criou dois aplicativos — Follow e Brasil Feliz de Novo — que possibilitavam aos usuários cadastrados ter acesso a notícias positivas e “objetivos” de compartilhamento. Conforme as notícias eram partilhadas e repercutiam nas redes, os contratados recebiam pontos. Aqueles que figuravam melhor nos rankings dos aplicativos, supostamente receberiam dinheiro por isso.
O TSE vetou nestas eleições a veiculação de qualquer tipo de propaganda eleitoral paga na internet que não seja feita pelo próprio comitê de campanha do candidato, partido político ou coligação. Os anúncios digitais oficiais e permitidos pelo TSE, têm, necessariamente, uma identificação de quem pagou pelo anúncio, incluindo CPF ou CNPJ.

O PT negou ter qualquer tipo de contrato com as empresas de Corrêa. Aojornal “O Globo”, o PR confirmou a contratação da empresa do petista para fazer a “análise de viabilidade eleitoral e formulação de projeto para comunicação pela internet, bem como sua respectiva execução”.
Páginas relacionadas à Follow que foram retiradas do ar — Foto: Divulgação/FacebookPáginas relacionadas à Follow que foram retiradas do ar — Foto: Divulgação/Facebook
Páginas relacionadas à Follow que foram retiradas do ar — Foto: Divulgação/Facebook
    Fonte:G1

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