quarta-feira, 13 de junho de 2018

Polícia Civil trata caso de assassinato de advogado em Presidente Venceslau como execução

Advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico foi assassinado nesta quarta-feira (13) (Foto: Reprodução/Facebook)
Advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico foi assassinado nesta quarta-feira (13) (Foto: Reprodução/Facebook)

O delegado da Polícia Civil Adalberto Gonini Júnior informou em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira (13) que o homem preso após atirar no advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico foi até Presidente Venceslau para executar a vítima.

“O autor amarrou as vítimas, sendo uma secretária, uma senhora que estava no escritório e o próprio advogado. Nós levantamos as provas até agora testemunhais de que essa pessoa veio para executar o advogado. Não conversou, não questionou, não cobrou. Executou simplesmente”, afirmou Gonini Júnior.
O delegado informou ao portal G1 que pelas provas colhidas até o momento, durante as investigações sobre o caso, não existe outra definição para o crime que não seja a de execução.
“O advogado foi executado, com certeza. Agora estamos diligenciando para descobrirmos a motivação e quem foi o mandante”, concluiu Gonini Júnior ao portal G1.
Mônico foi morto a tiros na manhã desta quarta-feira (13), em seu próprio escritório, no Centro de Presidente Venceslau. Ele chegou a ser atendido por uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, que o encaminhou para o Pronto-socorro local, mas não resistiu aos ferimentos.
O delegado Sthefano Rabecini, também da Polícia Civil, informou ao portal G1que o homem preso alegou que foi convidado por um amigo para cobrar uma dívida sobre uma ação trabalhista que o mesmo possuía. Ele também afirmou à polícia que é ex-policial militar e saiu da corporação por pedido próprio, sendo que atualmente trabalhava em uma boate em São Bernardo do Campo (SP), onde conheceu essa pessoa que o convidou para vir até Presidente Venceslau.
Segundo Rabecini, o indivíduo preso alegou que não tinha a intenção de matar o advogado, mas, sim, de apenas cobrar a dívida do conhecido que ficou no carro, do lado de fora do escritório. Conforme o homem preso, mesmo amarrado e amordaçado, o advogado tentou pegar a arma no momento em que ele estava no escritório e devido a isso acabou atirando, segundo informações de Rabecini ao portal G1.

Arma utilizada no assassinato foi apreendida em Presidente Venceslau (Foto: Polícia Militar/Divulgação)
Arma utilizada no assassinato foi apreendida em Presidente Venceslau (Foto: Polícia Militar/Divulgação)

O caso

O advogado Nilson Aparecido Carreira Mônico, de 55 anos, foi assassinado a tiros na manhã desta quarta-feira (13), em seu próprio escritório, no Centro de Presidente Venceslau. Ele chegou a ser atendido por uma Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros, que o encaminhou para o Pronto-socorro local, mas não resistiu aos ferimentos.
Policiais militares conseguiram prender um homem, de 33 anos, que confessou a participação no crime.
Depois de receberem a informação sobre os disparos de arma de fogo em um edifício, no Centro da cidade, que haviam atingido um homem, os policiais militares imediatamente iniciaram as diligências e avistaram o autor do crime correndo. Quando percebeu a aproximação dos militares, ele jogou uma bolsa.
Advogado foi assassinado a tiros em Presidente Venceslau (Foto: Reprodução/TV Fronteira)Advogado foi assassinado a tiros em Presidente Venceslau (Foto: Reprodução/TV Fronteira)
Advogado foi assassinado a tiros em Presidente Venceslau (Foto: Reprodução/TV Fronteira)
Na Rua São Paulo, ele foi abordado pelos policiais e informou que havia se deslocado de São Bernardo do Campo (SP) até o escritório de advocacia, na companhia de um amigo, o qual tinha uma ação trabalhista com o advogado, segundo a PM.
Ainda conforme a corporação, o homem contou que amarrou as funcionárias e disparou três vezes contra a vítima. O advogado foi socorrido pela Unidade de Resgate do Corpo de Bombeiros e levado ao Pronto-socorro, porém, não resistiu aos ferimentos.
Os policiais militares localizaram a arma utilizada no crime, um revólver de calibre 38, com três munições deflagradas e outras três intactas. Na bolsa, havia fitas da mordaça, abraçadeiras de plástico, uma faca e R$ 2 mil em dinheiro.
O outro homem envolvido no caso, apontado como amigo do atirador, segue foragido.
Advogado foi assassinado a tiros em Presidente Venceslau (Foto: Amanda Monteiro/Portal Bueno)Advogado foi assassinado a tiros em Presidente Venceslau (Foto: Amanda Monteiro/Portal Bueno)
Advogado foi assassinado a tiros em Presidente Venceslau (Foto: Amanda Monteiro/Portal Bueno)

'Ataque à própria Justiça'

O presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Estado de São Paulo (OAB-SP), Marcos da Costa, afirmou que o assassinato de Nilson Aparecido Carreira Mônico “representou um ataque à própria Justiça”.
Além disso, Costa salientou que o crime “atinge a advocacia como um todo e a sociedade em geral”.
“É com tristeza que acompanhamos o assassinato de um colega, aparentemente relacionado ao exercício profissional. Em contato com o secretário de Segurança Pública [Mágino Alves Barbosa Filho], fomos informados que já houve a prisão de um suspeito. Esperamos que as apurações indiquem os autores desse assassinato para que respondam por seu crime, que atinge a advocacia como um todo e a sociedade em geral, posto que, a confirmar-se que foi cometido por conta do exercício profissional, representou um ataque à própria Justiça”, pontuou.
Em nota oficial, a OAB-SP informou que “está atenta à investigação sobre o caso”.

Advocacia abalada

A presidente da 64ª Subseção da OAB de Presidente Venceslau Roseli Oliva informou ao portal G1 que está acompanhando as investigações desde a manhã desta quarta-feira, junto com a OAB estadual, se fazendo presente em todos os atos investigativos e acompanhará de perto a conclusão do inquérito policial.
“Esta presidente, lastima profundamente a tragédia ocorrida com um colega advogado. A advocacia encontra-se abalada com os fatos ocorridos com um advogado no exercício da profissão. Este crime afeta não apenas a advocacia, mas a própria Justiça, porque atinge um advogado no exercício profissional”, concluiu Oliva ao portal G1.


Fonte:G1

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