quarta-feira, 20 de junho de 2018

Pesquisa aponta que polvos seriam extraterrestres que caíram na Terra

 O estudo que sustenta que os polvos seriam uma espécie extraterrestre é fruto de um estudo realizado por 33 pesquisadores. (Foto: Divulgação)
O estudo que sustenta que os polvos seriam uma espécie extraterrestre é fruto de um estudo realizado por 33 pesquisadores. (Foto: Divulgação)
Um estudo realizado por 33 pesquisadores e publicado nesta semana no jornal científico "Progress in Biophysics and Molecular Biology" aponta que o polvo seria uma espécie alienígena que se adaptou à vida no planeta. A hipótese é sustentada a partir das características físicas desses animais.
Durante o Período Cambriano, também conhecida como "Explosão Cambriana", diversos filos do reino surgiram na Terra. Isso foi há 530 milhões de anos. Entretanto, esse não é o caso do polvo. Os registros de seu surgimento são posteriores, cerca de 200 milhões de anos depois. 
Acontece que o polvo tem sistema nervoso sofisticado, olhos semelhantes à câmera, corpos flexíveis e camuflagem instantânea com a mudança da pele. Mais: ele é considerado um dos mais inteligentes dos invertebrados. Além disso, o seu genoma é mais complexo até do que os dos seres humanos. 
Essas características impressionantes não são encontradas nos ancestrais do polvo. E é por isso que a origem extraterrestre seria uma hipótese. Os polvos teriam evoluído em outro planeta antes de caírem na Terra. 
No entanto, a comunidade científica está se posicionando contra o estudo. Um deles é o paleontologista Mark Carnall, do Museu de História Natural da Universidade de Oxford. No seu perfil no Twitter, ele escreveu: "(O estudo) é sem noção e não respeita os princípios básicos da biologia e evolução dos cefalópodes. Há algumas palavras bonitas e referências recentes verdadeiras, mas a coisa toda deveria ser rapidamente descartada". 

Fonte:A Tribuna

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