quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Crime ambiental durante piracema sobe quase 170% no Centro-Oeste Paulista

Apesar do aumento no número e no valor das autuações, o total de peixes apreendidos teve redução (Foto: Polícia Ambiental/Divulgação)
Apesar do aumento no número e no valor das autuações, o total de peixes apreendidos teve redução (Foto: Polícia Ambiental/Divulgação)

O período de restrições às atividades de pesca conhecido como piracema, que teve início no último dia 1º de novembro e foi encerrado nesta quarta-feira (28), registrou no Centro-Oeste Paulista um significativo aumento de crimes ambientais, de aplicação de autos de infração e no valor das multas aplicadas.

Segundo balanço divulgado pela 2ª Companhia de Polícia Ambiental, sediada em Bauru (SP), o registro de crimes ambientais cometidos por pescadores durante o período de reprodução dos peixes cresceu quase 170%.
No total, 32 pessoas vão responder por crime ambiental. No período anterior (2016-2017) da piracema, apenas 12 pessoas foram enquadradas na lei de crime ambientais, cuja pena é de detenção de um a três anos.
O aumento no valor das multas aplicadas nesta temporada também foi significativo e registrou uma alta de 1.400% – R$ 5,2 mil no período anterior, contra R$ 77,7 mil este ano.
Outro número que chamou atenção no balanço divulgado foi no de aplicação de autos de infração ambiental de pesca. Neste ano, 269 autos foram aplicados, contra 12 no ano passado (aumento de 2.140%).
Segundo o capitão Nilson Cesar Pereira, comandante da 2ª Companhia, a grande maioria das autuações (92%) foi de pescadores amadores flagrados em locais onde a pesca é proibida.
“Falta uma maior conscientização da população com a questão da pesca, pois na piracema a pesca não é proibida, apenas tem restrições em relação a peixes nativos, locais e material usado. O objetivo é preservar as espécies e possibilitar uma pesca com melhor qualidade a cada ano que passa”, explica o comandante.
Apesar do aumento significativo das autuações aplicadas, o montante de peixes apreendidos teve redução. Nesta piracema, foram apreendidos na região 99 quilos de pescado, contra um total de 238 quilos na temporada passada (redução de 58%).

Fonte:G1

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