sábado, 30 de setembro de 2017

Coreia do Norte não demonstra interesse em dialogar, dizem EUA

Homem observa imagem do presidente americano, Donald Trump, e do líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Seul, na Coreia do Sul  (Foto: Ahn Young-joon/ AP)
Homem observa imagem do presidente americano, Donald Trump, e do líder norte-coreano, Kim Jong-un, em Seul, na Coreia do Sul (Foto: Ahn Young-joon/ AP)

O Departamento de Estado americano informou neste sábado (30) que, apesar dos canais abertos com a Coreia do Norte, o regime de Pyongyang não demonstrou nenhum indício de interesse em celebrar conversações sobre a desescalada nuclear.

"Apesar da garantia de que os Estados Unidos não estão interessados em promover o colapso do atual regime, pretendendo uma mudança do regime, acelerando a reunificação da península ou mobilizando forças ao norte da DMZ (zona desmilitarizada, na fronteira entre as duas Coreias), os oficiais norte-coreanos não mostraram nenhum indício de interesse ou de estarem dispostos a conversações sobre a desnuclearização", declarou, em um comunicado, a porta-voz do Departamento, Heather Nauert.
Segundo a agência France Presse, o secretário de Estado norte-americano, Rex Tillerson, havia dito mais cedo que os EUA abriram "canais de comunicação" com a Coreia do Norte e avaliavam se o regime de Kim Jong-un estaria disposto a dialogar sobre seu programa nuclear.
"Estamos avaliando" o regime norte-coreano, disse ele à imprensa, acrescentando: "Perguntamos. Temos linhas de comunicação com Pyongyang. Não estamos às escuras, em um blecaute. Temos dois, três, canais de comunicação abertos".

EUA x Coreia do Norte

O presidente dos EUA, Donald Trump, e o governo norte-coreano travam uma guerra verbal em torno do programa nuclear e do lançamento de mísseis, que se tornou mais frequente nos últimos meses.
Ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, conversou com jornalistas em Nova York, nos Estados Unidos  (Foto: Shannon Stapleton/ Reuters)Ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, conversou com jornalistas em Nova York, nos Estados Unidos  (Foto: Shannon Stapleton/ Reuters)
Ministro de Relações Exteriores da Coreia do Norte, Ri Yong-ho, conversou com jornalistas em Nova York, nos Estados Unidos (Foto: Shannon Stapleton/ Reuters)
O ministro de Relações Exteriores da norte-coreano chegou a afirmar que os Estados Unidos declararam guerra contra o seu país ao afirmar que ele e Kim Jong-Um não ficariam no poder por muito mais tempo. O governo americano nega.
A troca de insultos não parou. No sábado (23), o norte-coreano atacou duramente o mandatário americano, chamando-o de "um transtornado mental que está repleto de megalomania", em fala na Assembleia Geral da ONU. Dias antes, Trump afirmou em sua estreia na ONU que destruiria o país se não tivesse escolha.
A Coreia do Norte também já ameaçou usar armas nucleares para "afundar" o Japão e reduzir os Estados Unidos a "cinzas e escuridão" por apoiar a resolução e sanções do Conselho de Segurança da ONU.
No dia 15 de setembro, Kim Jong-un afirmou que a Coreia do Norte está “perto” de atingir sua meta de poder nuclear completo, apesar das sanções ao seu regime, de acordo com a agência de notícias KCNA.

Fonte:G1 e AFP

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