domingo, 30 de julho de 2017

Ranking mostra 10 locais no Japão com mais risco de grande terremoto em 30 anos


Tóquio- Os estudos geológicos ainda não avançaram a ponto de prever com precisão grandes desastres naturais, como terremotos catastróficos e tsunamis. Porém, diversos centros de pesquisa, principalmente no Japão, realizam um trabalho intenso de monitoramento de falhas geológicas e comparação de dados.

Esses trabalhos permitem avaliar melhor a atividade sísmica no país e, aos poucos, os resultados também vão mostrando com mais clareza a estrutura geológica e a incidência de movimentação das falhas ativas para que suposições futuras sejam realizadas.

Desta vez, a iniciativa partiu do portal Matome Naver, que elaborou um ranking de 10 localidades no Japão com mais riscos de sofrer um grande terremoto nos próximos 30 anos. 

A lista é baseada no banco de dados de falhas geológicas, criado pelo Centro de Integração de Estudos sobre Terremotos do Instituto Nacional de Avanço Industrial, Ciência e Tecnologia.

No ranking, é possível ver detalhes sobre as falhas geológicas de grande risco, as razões para que haja suspeitas e qual a probabilidade real em porcentagem. Confira abaixo:

10° lugar: Falha de Negoro – Wakayama (7% de chances)

A Falha ativa de Negoro está localizada na estrutura geológica da cidade de Iwade, ao norte da província de Wakayama. Não há registros históricos precisos, mas há indícios de que um grande terremoto ocorreu pela movimentação dessa falha entre os anos de 65 e 750. 

Se a linha tectônica média do Japão (Chuo Kozo Sen), que inclui esta falha, se mover de forma severa, um tremor de magnitude 8 poderá ser registrado na província. 

9° lugar: Kiisuido – Tokushima (8% de chances)

Kiisuido é o espaço marítimo entre as províncias de Tokushima, Wakayama e a ilha Awaji em Hyogo. Registros históricos mostram que em 1789 houve um forte tremor de magnitude 7 no sul de Tokushima e há fortes chances de que o epicentro tenha sido em Kiisuido. Autoridades estimam que um novo tremor intenso possa ser registrado no local.

8° lugar: Falha de Chino – Nagano (8% de chances)

A zona de 33 quilômetros entre o norte do Lago Suwa (região central de Nagano) e até a cidade de Fujimi, também em Nagano, é chamada de “área centro-sul” e engloba a falha ativa de Chino. 

Um tremor que movimentasse toda a região poderia alcançar magnitude de 7,4. Segundo estimativas dos especialistas, esse abalo sísmico está na lista de risco. 

7° lugar: Falha de Takeyama – Kanagawa (9% de chances)

A falha ativa de Takeyama passa pela cidade de Hayama em Kanagawa, segue até Yokosuka e atinge o Canal de Uraga, que faz a ligação entre a Baía de Tóquio e o Golfo de Sagami.

São 11 quilômetros de extensão e a estimativa dos especialistas é que, caso a falha se mova, um tremor superior a magnitude de 6,6 deve atingir a região. No entanto, há riscos da falha da Península de Miura também se mover, o que provocaria um tremor ainda mais forte na região de Kanto.

6° lugar: Falha de Aibano – Shiga (10% de chances)

Um tremor provocado pela falha ativa de Aibano, na província de Shiga, poderia gerar um abalo de magnitude 7,8. 

A falha passa pela região central da cidade de Takashima, que possui uma média de 50 mil habitantes. Especialistas acreditam que, devido às condições da cidade, um forte tremor provocaria uma imensa tragédia na região, com a morte de até 23 mil pessoas.

5° lugar: Falha de Sekidosan – Ishikawa (10% de chances)

Pesquisadores estimam que, se apenas a falha de Sekidosan, na província de Ishikawa, se mover, o abalo registrado pode atingir magnitude de 6.3. No entanto, há 10 quilômetros ao sul da falha está a Usina Nuclear de Shika, o que poderia causar um desastre semelhante ao de Fukushima em 2011.

4° lugar: Zona de falhas de Kitatake – Kanagawa (12% de chances)

A zona de falhas geológicas de Kitatake está ao lado da Península de Miura em Kanagawa e se liga a falha principal da própria península. 

A falha geológica principal de Kitatake tem 14 quilômetros e a movimentação poderia provocar um tremor de magnitude 6,7. Há registro de um grande terremoto na região entre os séculos 6 e 7. 

3° lugar: Zona de falhas de Kinugasa – Kanagawa (13% de chances)

A zona de falhas de Kinugasa está ao lado das falhas de Kitatake e também atravessam a Península de Miura. 

Em uma reunião do Comitê de Investigação de Tremores do governo japonês em julho de 2011, foi concluído que o Grande Terremoto de Tohoku, ocorrido no mesmo ano, aumentou as chances de um forte tremor envolvendo as falhas da Península de Miura.

2° lugar: Falha de Gojoya – Wakayama (16% de chances)

Pesquisadores estimam que a falha de Gojoya, em Wakayama, pode provocar um tremor de magnitude 7,7. Em dezembro de 1946, ocorreu um forte tremor de magnitude 8,1, que ficou conhecido como Showa Nankai Jishin. 

Dez anos após o desastre e até os dias de hoje, o norte da província de Wakayama está registrando frequentes tremores de baixa escala, que não aconteciam antes do grande terremoto. Para os pesquisadores, a atividade sísmica irregular pode ser um sinal de um novo forte tremor na região.

1° lugar: Falha de Gofukuji – Nagano (25% de chances)

Especialistas acreditam que a falha de Gofukuji, que passa pelas cidades de Matsumoto e Shiojiri, na província de Nagano, seja responsável por provocar um forte terremoto a cada 1000 anos.

O que preocupa os pesquisadores atualmente é o “silêncio” da falha, que não provocou nenhum forte tremor nos últimos 1200 anos. A estimativa é que, caso a falha se mova, um terremoto de magnitude 7 ou 8 poderá abalar a região e provocar uma grande tragédia.



Fonte:Alternativa Online

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