sábado, 31 de dezembro de 2016

Policial suspeita de planejar assalto à delegacia vai cumprir prisão domiciliar

Jorge Abreu

10ª Delegacia de Polícia, Fazendinha, Amapá (Foto: Jorge Abreu/G1)10ª Delegacia de Polícia, do distrito de Fazendinha,
foi alvo de assalto (Foto: Jorge Abreu/G1)
A Justiça do Amapá determinou na sexta-feira (30) a prisão domiciliar da policial de 53 anos suspeita de planejar um assalto à 10ª Delegacia de Polícia Civil (PC) do distrito de Fazendinha, na Zona Rural de Macapá. Ela foi presa no dia 28 e estava no Centro de Custódia do bairro Zerão, na Zona Sul da capital.
De acordo com o juiz João Guilherme Lages, a decisão foi possível porque a ré é primária e apresenta bons antecedentes. A mulher será afastada do cargo público, mesmo que devolva as armas de fogo levadas no dia do roubo, mas continuará recebendo o salário de agente, que passa de R$ 6 mil, conforme a sentença judicial.
A Polícia Civil destacou que a policial exercia a profissão há 22 anos. A mulher trabalhava há dois anos na 10ª Delegacia de Fazendinha.
Segundo os delegados responsáveis pela investigação do caso, a agente esquematizou o roubo com a ajuda de um sobrinho. Uma das armas levadas da delegacia foi encontrada com ele.
A Justiça também concedeu prisão domiciliar a outro suspeito de participação no crime. Quem descumprir o mandado terá a prisão preventiva decretada, informou a entidade. Na mesma audiência de custódia, foram mantidas as prisões preventivas de outros três suspeitos no roubo.
Assalto e investigação
Segundo a polícia, dois homens armados invadiram a 10ª Delegacia do distrito de Fazendinha e rederam uma agente que estava sozinha de plantão, na madrugada do dia 24. A dupla levou dois revólveres calibre 357, três coletes à prova de bala e munições. A fuga contou com o apoio de uma pessoa que estaria dirigindo um carro, informou a polícia.
Suspeitos de assalto foram presos pela Polícia Civil (Foto: Abinoan Santiago/G1)No total, seis pessoas foram presas
(Foto: Abinoan Santiago/G1)
Após investigações, a polícia apontou uma agente de 53 anos como idealizadora do assalto, o que teria facilitado o crime por causa das informações privilegiadas supostamente repassadas para os demais suspeitos, que entraram no prédio no momento de intervalo de um dos dois policiais civis.
A intenção do roubo, segundo a Polícia Civil, era revender as armas. Uma delas chegou a ser comercializada por R$ 3 mil. A outra foi apreendida na segunda-feira (26) durante a prisão de três dos suspeitos na Zona Sul de Macapá. O dinheiro foi dividido entre os envolvidos, conforme a polícia.
No total, seis pessoas foram identificadas como participantes do crime. Elas foram presas. Na esfera criminal, todos deverão responder por roubo qualificado, associação criminosa e porte ilegal de arma de fogo.

Fonte:G1

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