domingo, 23 de fevereiro de 2020

Jens Nygaard Knudsen, criador do boneco Lego, morre aos 78 anos

Morre criador do boneco Lego — Foto: Divulgação/Warner Bros.
Morre criador do boneco Lego — Foto: Divulgação/Warner Bros.
Jens Nygaard Knudsen, que criou o icônico boneco da empresa dinamarquesa Lego, morreu neste sábado aos 78 anos, em decorrência dos efeitos da esclerose lateral amiotrófica, informou uma pessoa próxima ao designer.
Knudsen faleceu uma semana após ser internado num centro de tratamento para esta doença degenerativa, explicou Niels Milan Pedersen, que trabalhou com ele na Lego, uma empresa conhecida pelos brinquedos de blocos de montar.

"Sua imaginação era fantástica. Seu cérebro era como um furacão, ele tinha muitas ideias", disse Milan Pedersen à AFP.
Nygaard Knudsen foi funcionário da Lego entre 1968 e 2000, e na década de 1970 ele trabalhou na minifigura com braços e pernas móveis, até que ela foi lançada em 1978.
De acordo com a Lego, quando o boneco foi criado, foi decidido que, além de seu rosto amarelo, com uma expressão feliz, ele não teria sexo ou raça definida, para que essas características fossem "determinadas pela imaginação ou pela brincadeira da criança".
"Ele era um homem de ideias. O boneco foi criado para que houvesse vida nas casas", disse à TV2 sua viúva, Marianne Nygaard Knudsen.
A Lego, fundada em 1932 por Ole Kirk Christiansen, começou a decolar como uma grande marca internacional de brinquedos de blocos de montar a partir de 1958. Atualmente, emprega mais de 17.000 pessoas.


Fonte:G1 e AFP

Ingrid Guimarães registra encontro com Angélica na Globo

Angélica
Ingrid Guimarães e Angélica fazem registro nos corredores da Globo (Imagem: Reprodução / Instagram)
Ingrid Guimarães Angélica se divertiram num encontro "aleatório" nos corredores dos estúdios da Globo, no Rio de Janeiro. A situação ocorreu no intervalo das gravações das duas, que comemoraram o momento raro na internet, via Stories. As informações são da revista Quem. As famosas costumam se encontrar apenas na academia, pois são orientadas pelo mesmo personal trainer. "Olha quem eu encontrei no Projac, sem querer!", começou Ingrid. Angélica completou: "A gente não se encontra só malhando". E a atriz concluiu: "Você de roupa normal! Nunca te vi assim". Angélica está em uma nova fase da carreira, agora concentrada na gravação de seu novo programa na emissora. Alguns quadros que serão veiculados na atração, inclusive, já começaram a ser gravados. O nome e a temática, porém, seguem como um mistério. Já Ingrid, recentemente, levantou uma polêmica nas redes sociais ao publicar uma foto em que aparece de topless ao lado das amigas. "Que nada nos defina, que nada nos sujeite. Que a liberdade seja a nossa própria substância", escreveu ela na legenda, ao citar frase de Simone de Beauvoir, autora conhecida pela luta feminista. A publicação rendeu diversos comentários, mas nem todos favoráveis à atitude da artista. "Desde quando mostrar os peitos é liberdade? Quem quer mostrar os peitos já não mostra? Liberdade é mostrar ou não, depende de cada uma", escreveu uma internauta. Uma segunda destacou: "Surpreendente seria todas estarem dando de mamá com bebês que perderam a mãe, ou cada uma com uma criança adotada… Inversão total de valores... Chega ser cansativo!". Outros seguidores, contudo, saíram em defesa da atriz. "Que demais", elogiou uma internauta. "Lutemos pela nossa liberdade", declarou outra. Já uma terceira ressaltou: "Maravilhosas".


Fonte:RD1

A história de Cixí, a poderosa imperatriz que controlava a China no século 19 e ajudou a modernizar o país

Cixí, a imperatriz viúva, controlou o poder na China por anos — Foto: Getty |mages
Cixí, a imperatriz viúva, controlou o poder na China por anos — Foto: Getty |mages
Por muitos anos, Cixí, a última mulher que liderou a China, foi retratada na história como uma tirana cruel.
Uma personagem que, depois de ascender rapidamente de concubina a imperatriz regente, conspirou e ordenou assassinatos para permanecer no trono por quase cinco décadas.
No entanto, Cixí também desempenhou um papel importante na modernização pela qual o país passou no início do século 20 — foram necessárias décadas para que seu legado recebecesse atenção.
O primeiro passo para isso foi dado por outra mulher, a historiadora sino-americana Sue Fawn Chung, a primeira acadêmica a rever a imagem da chamada imperatriz viúva.
"Ela foi descrita como uma governante autoritária e malvada, que supostamente teria assassinado seu filho e seu sobrinho. Foi considerada uma sanguinária que acabou com o domínio Manchu na China", diz Chung em entrevista ao programa de rádio da BBC Witness History.
Mas o pouco que se sabia sobre Cixí vinha dos rumores e fofocas que percorreram a Cidade Proibida, o complexo de palácios em Pequim onde residiam os imperadores. Chung, estudante de doutorado na Universidade da Califórnia, decidiu realizar um estudo forense dos documentos originais, e que mudariam a visão estabelecida sobre Cixí.

De concubina a imperatriz

Cixí nasceu em 1835 em uma família manchu, o grupo étnico da Manchúria que, apesar de ser uma minoria, deteve o poder na China por quase três séculos durante a dinastia Qing.

Os manchu tinham uma cultura diferente dos han, o grupo étnico majoritário na China. Eles não adotavam, por exemplo, a prática de ataduras nos pés, uma tradição à qual muitas meninas foram submetidas para impedir o crescimento dos pés e que os deixava completamente deformados.
Cixí foi a única amante do imperador a lhe dar um filho homem e passou de concubina de baixo escalão a imperatriz — Foto: Getty ImagesCixí foi a única amante do imperador a lhe dar um filho homem e passou de concubina de baixo escalão a imperatriz — Foto: Getty Images
Cixí foi a única amante do imperador a lhe dar um filho homem e passou de concubina de baixo escalão a imperatriz — Foto: Getty Images
"Os manchus permitiam que as mulheres ocupassem posições de poder em suas tribos. Já os chineses [hans] sempre sentiram que uma mulher deveria ser obediente ao pai durante a juventude, ao marido durante o casamento e ao filho no caso de se tornar uma viúva" diz Chung. "Este foi o mundo em que Cixí entrou."
Aos 16 anos, Cixí, cujo pai trabalhava no governo, foi eleita concubina do imperador Xianfeng, quatro anos mais velho que ela.
Embora tenha sido classificada como uma concubina de baixo escalão, sua sorte mudou quando se tornou a única amante do imperador a dar à luz um homem.
Ao se tornar a mãe do futuro herdeiro do trono, passou a ser uma das favoritas de Xianfeng, que ouvia seus conselhos.
"O imperador com quem ela se casou era fraco. Ele gostava de Cixí e a achava inteligente, então permitiu que ela participasse dos debates na corte, onde se discutia como controlar a China naquele período de grandes mudanças."
"E, acima de tudo, [se falava] sobre o que fazer com os ocidentais que estavam entrando no país para tentar vender ópio ao povo. O imperador tinha medo deles, e ela adotou uma postura mais decisiva e disse: 'Temos que fazer algo a respeito'."
"Então, enquanto esse grande debate acontecia na corte, o imperador morreu de repente, e seu filho, que ainda era menor de idade, se tornou o novo imperador", explica Chung.
Xianfeng faleceu em 1931, com apenas 30 anos. Seu sucessor, Tongzhi, filho de Cixí, tinha apenas 5 anos.
O imperador havia designado uma equipe de oito homens para formar um conselho regente até Tongzhi atingir a maioridade.
Mas Cixí, em aliança com Ci'an, a principal esposa de Xianfeng, conseguiu derrubar os regentes, forçando até a morte de alguns deles.

Por trás dos biombos

Cixí e Ci'an se tornaram as regentes de Tongzhi — a primeira, a mulher "ouvindo atrás do biombo". O protocolo da corte determinava que os ministros não deveriam vê-la, então uma tela a separava deles durante as reuniões.
"Esses regentes continuariam com as políticas de seu marido e do imperador anterior de manter as portas da China fechadas... O que seria desastroso", disse à BBC em 2013 Jung Chang, autor da biografia Cixí, a Imperatriz: A Concubina que Criou a China Moderna.
"Naquela época havia uma segregação rigorosa entre homens e mulheres no país, então ela não podia encontrar seus ministros, que eram todos homens. Ela tinha que se sentar atrás de uma tela de seda", explica Jung Chang.
Cixí começou a modernização da China — Foto: Getty ImagesCixí começou a modernização da China — Foto: Getty Images
Cixí começou a modernização da China — Foto: Getty Images
Cixí se tornou a governante de fato em um momento em que a China vivia um dilema entre manter seu modo de vida tradicional, isolado do resto do mundo, ou ceder à pressão do Ocidente, que queria ver as portas desse grande mercado abertas.
Quando Tongzhi atingiu a maioridade em 1873, sua mãe deixou oficialmente o poder.
Mas o jovem imperador não duraria muito no trono, morrendo apenas dois anos depois, segundo a versão oficial, de varíola. Outras teorias especulam que ele teria sido vítima de uma sífilis contraída nos bordéis de Pequim. Para os detratores de sua mãe, por sua vez, ele fora envenenado por ela — nunca houve, porém, evidência para apoiar tal acusação.
Como Tongzhi não havia escolhido o herdeiro, Cixí fez isso por ele: escolheu seu sobrinho, Guangxu, filho de sua irmã e do irmão de Xianfeng, e o adotou.
Guangxu tinha apenas três anos e, mais uma vez, Cixí e Ci'an tornaram-se as regentes.

A modernização da China

"Todos os funcionários da corte se curvavam ao trono, que ficava vazio ou [às vezes] era ocupado por seu sobrinho. Mas ela estava atrás da tela ouvindo o que estava acontecendo. Era quem tomava as decisões e todos sabiam disso", diz Chung ao programa Witness History.
Alguns anos depois, após a morte súbita de Ci'an, em 1881, Cixí ficou sozinha na regência.
Ela avançou a modernização do país, com a introdução da eletricidade e o início da mineração de carvão.
Tongzhi morreu apenas dois anos depois de atingir a maioridade e assumir o poder — Foto: Getty ImagesTongzhi morreu apenas dois anos depois de atingir a maioridade e assumir o poder — Foto: Getty Images
Tongzhi morreu apenas dois anos depois de atingir a maioridade e assumir o poder — Foto: Getty Images
"A modernização começou em 1861, quando ela chegou ao poder", diz Chang. "Algumas de suas realizações eram conhecidas, mas sempre atribuídas aos homens ao seu redor."
Durante seu mandato, a economia cresceu e houve esforços para melhorar a educação das meninas e proibir ataduras nos pés.
Ela também teve decisões não tão bem-sucedidas, como a guerra franco-chinesa, em que a imperatriz viúva tentou conter o colonialismo francês no norte do Vietnã. No fim, a China perdeu a guerra e teve de ceder às ambições francesas.
Em 1889, Guangxu atingiu a maioridade e assumiu o poder. Seu reinado não teve muito sucesso, com uma derrota desastrosa contra o Japão na primeira guerra sino-japonesa e uma tentativa fracassada de mudar totalmente o país: a Reforma dos 100 dias.
A reforma foi uma tentativa de adotar princípios do capitalismo, mudar a monarquia absolutista para uma monarquia constitucionalista, industrializar o país e uma série de outras medidas de ocidentalização.
Ela gerou uma forte reação de Cixí e seus partidários conservadores, que retomaram o poder através de outro golpe de Estado. Ela prendeu o filho adotivo pelo resto da vida e começou uma perseguição contra os intelectuais que o haviam apoiado — seis deles foram decapitados.

Erros

Cixí também foi criticada por ter apoiado os "boxers", movimento contrário à influência do Ocidente no país.
"Ela havia apoiado os boxers por pouco tempo quando as potências ocidentais lhe deram um ultimato e pediram que tornasse ilegal o grupo, que era xenófobo", explica Chang.
"Ela não podia nem queria ser vista como alguém que simplesmente fazia o que as potências ocidentais lhe diziam, então enfrentava uma possível invasão. Nesse momento, pensou que poderia usar os boxers para combater invasores."
O resultado foi a Revolta dos Boxers, um episódio em que centenas de estrangeiros e milhares de chineses cristãos foram mortos. A China, derrotada por uma coalizão estrangeira, teve que pagar grandes quantias aos vencedores.
Guangxu, sobrinho de Cixí, foi escolhido como sucessor de Tongzhi aos três anos — Foto: Getty ImagesGuangxu, sobrinho de Cixí, foi escolhido como sucessor de Tongzhi aos três anos — Foto: Getty Images
Guangxu, sobrinho de Cixí, foi escolhido como sucessor de Tongzhi aos três anos — Foto: Getty Images
Cixí, no entanto, conseguiu permanecer no poder após publicar um decreto de retratação, no qual assumiu a culpa pelo desastre.
Nos anos seguintes, a imperatriz permitiu a liberdade de imprensa e tentou transformar a China em uma monarquia constitucional.
Ainda assim, suas ações foram controversas até quase o fim de sua vida. Um dia antes de morrer, em 1908, ela ordenou que Guangxu fosse envenenado para impedir que ele voltasse ao poder após sua morte.
"Ela sabia que se morresse e ele continuasse vivo, a China cairia nas mãos do Japão", diz Chang. "Porque os japoneses tentaram transformar seu filho adotivo em um fantoche, tentaram sequestrá-lo."
A autora da mais recente biografia de Cixí atribui a má reputação da imperatriz viúva mais a questões políticas do que a suas ações.
"Três anos depois que ela morreu, a China se tornou uma república. As forças políticas subseqüentes que tomaram o poder na China, primeiro os nacionalistas e depois os comunistas, criaram uma narrativa de que eles haviam resgatado a China dela, que ela havia causado um desastre no país, que era uma déspota. [Criaram a ideia de que ela] manteve a China na miséria medieval e que eles começaram a modernização e abriram as portas da China."
"Não é verdade. Comparada ao regime comunista, que matou mais de 70 milhões de chineses em tempos de paz, seu mandato foi incrivelmente benigno", diz a biógrafa.
Cixí morreu sem ter preparado ninguém para sucedê-la, nomeando como herdeiro, mais uma vez, uma criança: seu sobrinho-neto de dois anos, Pu Yi.
Pu Yi foi o último imperador da China: com ele, a dinastia Qing terminou apenas três anos após a a morte de Cixí, em 1912, quando ele foi forçado a abdicar pela revolução chinesa.

Fonte:G1 e BBC News Brasil