quarta-feira, 29 de agosto de 2018

'Estamos aqui para melhorar nossas vidas', diz venezuelana em João Pessoa

Por Plínio Almeida

Mãe e filha venezuelanas chegaram a João Pessoa em busca de uma vida melhor (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)
Mãe e filha venezuelanas chegaram a João Pessoa em busca de uma vida melhor (Foto: Reprodução/TV Cabo Branco)

Aos 67 anos, Olaida Bartolozzi não imaginava que a vida teria de recomeçar tão longe de suas origens. Ela é assiste social e chefe de uma das 16 famílias venezuelanas que chegaram de Roraima a João Pessoa, na terça-feira (28), após deixar a Venezuela, país que está mergulhado em uma crise econômica e humanitária. 'Estamos aqui para fins de trabalho, para melhorar nossas vidas, viver melhor", declarou Olaida.

As famílias estavam em Boa Vista, capital de Roraima, e foram voluntários do programa de interiorização. Ao todo, 69 pessoas chegaram na noite da terça-feira nas instalações da Organização Não-Governamental (ONG) Aldeia Infantil SOS, no bairro de Mangabeira.
Saiba como está sendo a acolhida aos recém-chegados venezuelanos a João Pessoa
De acordo com a gestora do local, Ana Félix, há espaços individuais e compartilhados para os novos moradores. "A gente procurou dar um toque de lar. Primeiramente eles se sentirem acolhidos e aconchegados. Cada espaço tem dois quartos, em cada um, uma família. E eles dividem também espaços comuns, como cozinha e levanderia", explicou.
Raiselys Rondón tem 24 anos e veio para João Pessoa com o marido e a filha de quatro anos. O último emprego dela na Venezuela foi de camareira. Com a situação de extrema dificuldade no país, ela saiu cheia de esperança em um futuro melhor.

"Isso foi o que mais me impulsionou a sair, para conseguir outra oportunidade de viver, uma vida melhor para mim e para minha filha", declarou Raiselys.
A Secretaria de Desenvolvimento Humano da Paraíba afirma que já existe um trabalho de inclusão de todas as famílias para que, em breve, elas possam tocar as vidas sozinhas.
"Tem um perfil desses profissionais que tem nível superior, como enfermeiro e camareiras, que já trabalhavam na rede hoteleira onde residiam. Então a gente trabalhou nessa perspectiva das capacitações, em parceria com a UFPB, com cursos de capacitação, para que eles possam ter um conhecimento maior da língua", declarou a secretária de desenvolvimento humano, Neide Nunes.

Fonte:G1

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