terça-feira, 12 de junho de 2018

Xiaomi, prestes a fazer maior IPO desde 2014, reporta prejuízo de US$ 1,1 bilhão no 1º trimestre

Smartphone da chinesa Xiaomi exibido em Hong Kong. (Foto: Bobby Yip/Reuters)
Smartphone da chinesa Xiaomi exibido em Hong Kong. (Foto: Bobby Yip/Reuters)

A Xiaomi, fabricante de smartphone apelidada de “Apple da China”, registrou prejuízo de US$ 1,1 bilhão no primeiro trimestre deste ano, mostram documentos entregues pela empresa à autoridade chinesa do mercado de capitais.

A empresa marcou para o começo de julho sua oferta pública de ações (IPO, na sigla em inglês) na Bolsa de Valores de Hong Kong. Ela espera levantar US$ 10 bilhões. Se isso ocorrer, deverá ser o maior IPO do mundo desde a abertura de capital do Alibaba, que em 2014 levantou US$ 25 bilhões.
Caso consiga atingir esse nível, a Xiaomi terá seu valor de mercado avaliado em US$ 100 bilhões, aproximadamente um nono da Apple original, que é a empresa mais valiosa do mundo.
A Xiaomi enviou documentos com novos detalhes financeiros à Comissão Regulatória de Valores Mobiliários da China (CSRC, na sigla em inglês) porque também pretende ser listada na China continental.
Os papéis mostram que a empresa está no vermelho. Em 2017, teve perdas de US$ 6,9 bilhões, após ter conseguido obter um pequeno lucro no ano anterior, de US$ 77,2 milhões.
A Xiaomi possui uma grande dependência da China, que responde por 72% das receitas da empresa em 2017. Ainda assim, a parcela chinesa no faturamento da fabricante de smartphone já foi bem maior e vem baixando nos últimos anos. Em 2015, era de 94%, mas caiu para 87% no ano seguinte.
A importância da China começou a cair quando a Xiaomi ensaiou uma expansão internacional. Uma das paradas era o Brasil. Chegou ao país no fim de 2015, mas as condições difíceis do mercado brasileiro fizeram a chinesa mudar sua estratégia: optou por deixar de fazer lançamentos no Brasil em meados de 2016.
Com a expansão global minguando, o brasileiro Hugo Barra que liderava a área deixou a empresa. Ele assumiu os esforços de realidade virtual do Facebook em 2017.

Fonte:G1

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