quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Venezuela ataca relatório da ONU sobre violação dos direitos humanos

Membros da tropa de choque entram em confronto com manifestantes durante um protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela, em 7 de junho (Foto: Frederico Parra/AFP)
Membros da tropa de choque entram em confronto com manifestantes durante um protesto contra o governo do presidente Nicolás Maduro em Caracas, na Venezuela, em 7 de junho (Foto: Frederico Parra/AFP)

O governo venezuelano qualificou de mentiroso o relatório das Nações Unidas que acusa as forças de segurança e a milícia chavista pela morte de ao menos 73 pessoas durante os protestos contra o presidente Nicolás Maduro nos últimos quatro meses.

"É reprovável eticamente que o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (...) apresente semelhante mentira ao mundo como conclusões" de um organismo mundial, assinalou a chancelaria em Caracas nesta quarta-feira.
Segundo Caracas, trata-se de um "pseudorrelatório" baseado em "opiniões recolhidas em entrevistas realizadas por uma autodenominada 'equipe de especialistas'", que ignora as informações entregues por Caracas que revelam "a responsabilidade" da oposição nos atos de violência.
Para o governo venezuelano, o relatório do alto comissário Zeid Ra'ad al Hussein revela que a "instrumentalização" desta agência da ONU "para agredir a Venezuela (...) no que, lamentavelmente, se tornou um penoso costume".
Na terça-feira, o Alto Comissariado denunciou o "uso generalizado e sistemático da força excessiva", assim como de "torturas", durante os protestos na Venezuela. Também responsabilizou as forças de segurança e as milícias pró-governo pela morte de pelo menos 73 manifestantes - 46 mortes pelas forças de segurança e 27 pelos grupos armados.
Ainda segundo o relatório, milhares de pessoas foram detidas arbitrariamente. Muitas delas foram vítimas de maus-tratos e inclusive de torturas".
Como as autoridades da Venezuela vetaram o acesso dos investigadores da ONU ao país, Zeid solicitou a uma equipe de especialistas em direitos humanos que fizesse 135 entrevistas a distância com vítimas e familiares, além de testemunhas, jornalistas, advogados, médicos e um funcionário da Procuradoria Geral.


Fonte:AFP e G1

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