domingo, 6 de agosto de 2017

Investigação oficial diz que não houve abusos contra rohingyas em Mianmar



Uma comissão de inquérito do governo birmanês exonerou neste domingo (6) as forças de segurança de Mianmar (país do sudeste da Ásia) de acusações de estupros sistemáticos, assassinatos e incêndios criminosos contra a minoria muçulmana dos rohingyas. As denúncias foram apresentadas pela ONU.

Os rohingyas, considerados pela ONU como uma das minorias mais perseguidas do mundo, são uma minoria apátrida que vivem em Mianmar e não possuem cidadania. Em fevereiro, a agência Reuters informou sobre a possibilidade de que mais de 1 mil rohingyas podem ter sido mortos em operação militar em Mianmar. Outras ONGs também acusam Mianmar de limpeza ética contra a minoria muçulmana.
Após a denúncia da ONU, uma comissão oficial investigou a violência que atinge o estado de Rajin (noroeste de Mianmar) desde o ataque de militantes rohingyas em outubro contra várias postos policiais perto da fronteira com Bangladesh. Desde então, mais de 70.000 rohingyas fugiram da região para o vizinho Bangladesh, em meio a uma grande repressão do exército birmanês.
A ofensiva do Exército durou vários meses, de acordo com o Alto Comissariado da ONU para os Direitos Humanos, e levou a uma "limpeza étnica" e, muito provavelmente, a crimes contra a humanidade, como denunciou em um relatório divulgado em fevereiro.
O governo birmanês, liderado pela ex-opositora Aung San Suu Kyi, também rejeitou a proposta da ONU de enviar uma missão para investigar os abusos e considerou que a comissão governamental de inquérito era uma resposta adequada.
Ao anunciar as suas conclusões neste domingo, a comissão disse que não encontrou provas de uma campanha sistemática de estupros, assassinatos e incêndios criminosos.
Talvez "ações excessivas" foram cometidas por membros das forças armadas, indicou em um comunicado. Mas "alguns incidentes (violentos) parecem ter sido inventados (...), outros tiveram poucas evidências", ressaltou.

Fonte:G1 e AFP

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