sábado, 12 de agosto de 2017

Em nota, Itamaraty diz que Mercosul rejeita o uso da força na Venezuela



Em nota divulgada neste sábado, o Ministério das Relações Exteriores afirmou que o Mercosul rejeita o uso da força para restabelecer a democracia na Venezuela.

A declaração ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter dito que considera muitas alternativas para a Venezuela, incluindo uma opção militar.
Trump fala em “opção militar” à ditadura na Venezuela ao falar da Coreia do Norte
No entanto, de acordo com a nota do Itamaraty, o Mercosul considera como únicos instrumentos aceitáveis o "diálogo e a democracia".
"Os países do Mercosul consideram que os únicos instrumentos aceitáveis para a promoção da democracia são o diálogo e a diplomacia. O repúdio à violência e a qualquer opção que envolva o uso da força é inarredável e constitui base fundamental do convívio democrático, tanto no plano interno como no das relações internacionais", afirmou o Itamaraty na nota.
No final de julho, os EUA lançaram sanções contra o presidente venezuelano Nicolás Maduro, congelando seus ativos no país, e o chamaram de ditador, um dia após a eleição da Assembleia Constituinte convocada por Maduro. O país também aplicou sanções a atuais e ex-funcionários da Venezuela com ligações à Constituinte.
No início de agosto, o Mercosul suspendeu os direitos políticos da Venezuela por "ruptura da ordem democrática". A decisão não prevê sanções comerciais, mas cada país pode decidir por retaliações próprias conforme seus acordos bilaterais.
"Desde então, aumentaram a repressão, as detenções arbitrárias e o cerceamento das liberdades individuais. As medidas anunciadas pelo governo e pela assembleia nacional constituinte nos últimos dias reduzem ainda mais o espaço para o debate político e para a negociação", avaliou o Itamaraty.
A nota aifirma ainda que os países do Mercosul "continuarão a insistir, de forma individual e coletiva, para que a Venezuela cumpra com os compromissos que assumiu, de forma livre e soberana, com a democracia como única forma de governo aceitável na região".
"O governo venezuelano não pode aspirar ao convívio normal com seus vizinhos na região enquanto não for restaurada a democracia no país", enfatizou o órgão.

Crise

Maduro propôs a Constituinte como solução para a grave crise política e econômica do país, mas a oposição considera a iniciativa uma manobra para prolongar o mandato do presidente.
A Venezuela passa por uma crise política e econômica e vive uma situação de turbulência social, com protestos nas ruas e prisões de políticos de oposição ao governo Maduro. O governo sustenta que a Constituinte vai recuperar a paz e a economia do país petroleiro, castigado por uma severa escassez de alimentos e medicamentos, e uma elevada taxa de inflação.


fonte:G1

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