terça-feira, 11 de julho de 2017

Videogame contribui para homens jovens trabalharem menos nos EUA, diz estudo

Jovens jogam 'Dota' e 'League of Legends' (Foto: Sebastião Mota/G1) (Foto: Sebastiao Mota/G1)
Jovens jogam 'Dota' e 'League of Legends' (Foto: Sebastião Mota/G1) (Foto: Sebastiao Mota/G1)

Os videogames contribuíram para a queda no número de horas trabalhadas por homens jovens nos Estados Unidos, apontou um estudo do Departamento Nacional de Pesquisa Econômica norte americano.

Divulgada no começo deste mês, a pesquisa foi elaborada por Erik Hurst e Kerwin Charles, da Universidade de Chicago, Mark Aguiar, da Universidade de Princeton, e Mark Bils, da Universidade de Rochester. Os economistas partiram de dados que apontam declínio no número de horas trabalhadas ao ano tanto por homens e mulheres e em todas as faixas de idade.
A queda em horas trabalhadas foi mais acentuada entre os homens com idade entre 21 e 30 anos, que passaram a dedicar mais tempo para lazer.
Em 2015, os indivíduos nessa faixa de idade trabalhavam 203 horas a menos do que em 2000. A título de comparação, a redução de horas trabalhadas anualmente foi de 163 na faixa dos 31 a 55 anos.
Enquanto isso, o tempo destinado ao lazer entre os homens jovens cresceu para 63,4 horas em 2015. E o que eles fazem com tempo adicional? Passaram a jogar videogame por mais 1 hora e 24 minutos desde 2004, chegando a 3 horas e 24 minutos diante dos controles. E elevaram o tempo com computadores para 5 horas e 12 minutos (1 hora e 54 minutos a mais do que dez anos antes).
Segundo os cálculos dos pesquisadores, os jogos de videogame tomam metade do tempo livre dos homens jovens norte-americanos.
Os economistas constataram que o tempo de lazer aumentou entre mulheres e homens mais velhos. Mas não tão acentuadamente quanto para os homens jovens. Além disso, o tempo gasto com videogame entre mulheres e as outras faixas de idade da ala masculina não variou e mal chega a uma hora.
O tempo dispendido com games não aumentou nem mesmo entre as mulheres mais jovens. A presença feminina entre os jogadores é massiva, já que corresponde a 41% dos que jogam nos EUA, de acordo com Associação de Software para Entretenimento.

Ao “New York Times”, Erik Hurst, um dos autores do estudo, diz que as mulheres são mais propensas a optar por jogos móveis, pois podem fazer outra coisa enquanto isso. Ou seja, não comprometem integralmente seu tempo livre enquanto jogam.

Fonte:G1

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