sexta-feira, 14 de julho de 2017

Pregão em Lages, SC, é anulado após denúncia de prática de preços acima do mercado



Um pregão em Lages, na Serra catarinense, foi anulado após uma denúncia de que os preços das mercadorias que seriam compradas pela prefeitura estavam acima dos praticados no mercado. Uma banqueta que custa normalmente R$ 285 estava por R$ 2.069, por exemplo. Uma entidade fez a denúncia.

O edital era para a compra de móveis de escritório, como cadeiras, armários e bancadas, que serão utilizados no Centro Unificado de Esportes e Artes de Lages. Porém, o preço divulgado no documento chamou a atenção do Observatório Social da cidade. As cadeiras estofadas e sem braço, por exemplo, no edital estavam com o preço de R$ 765. Entretanto, o valor no mercado é de R$ 185.
No fim, a diferença entre o valor que a prefeitura pretendia pagar e a pesquisa de mercado chegava a quase R$ 80 mil. "As empresas que participaram do pregão também não praticaram preços de mercado. Os valores oficializados no pregão foram bem próximos àqueles que estavam no edital", disse o presidente do Observatório Social, Fabiano Ventura.

Anulação

Além desses itens, outros também foram levantados no mesmo pregão eletrônico. Com isso, o sobrepreço chegou a R$ 93 mil. O executivo de convênios disse que esses valores são pagos pelo governo federal. Vieram do Ministério da Cultura e foram aprovados pela Caixa Econômica Federal. Mas, depois da denúncia, o pregão eletrônico foi anulado.
"Nós vamos proceder um novo processo licitatório. Em que nós vamos posteriormente fazer três pesquisas de mercado, com as suas respectivas especificações e valores, e vamos encaminhar à Caixa Econômica para aprovação", disse o executivo de convênios, Sérgio Gomes de Souza.
Esses móveis serão usados em salas com atividades de esporte, cultura e lazer para a população. Mas apesar do centro estar pronto desde o ano passado, ele ainda não está funcionando. Primeiro, é preciso que esse móveis e equipamentos sejam instalados.
O total do edital para compra de todos esses objetos é de R$ 242 mil. Com o novo processo licitatório, o valor pode cair para R$ 148 mil. "Cada centavo que você consegue economizar ou aplicar bem é retorno para o cidadão. Deve refletir em melhores serviços e melhor qualidade no serviço prestado", afirmou o presidente do Observatório Social.


Fonte:G1

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