quarta-feira, 12 de julho de 2017

Lixo e obra parada prejudicam a vida de pescadores em Jaraguá, Maceió

Lixo acumulado na areia da praia prejudica trabalho de carpinteiros e pescadores que trabalham em Jaraguá (Foto: Natália Normande/G1)
Lixo acumulado na areia da praia prejudica trabalho de carpinteiros e pescadores que trabalham em Jaraguá (Foto: Natália Normande/G1)
A vida de quem depende da pesca em Jaraguá não está fácil. O lixo que se acumula na areia da praia e o atraso na entrega do Centro Pesqueiro, que estava sendo construído na área onde viviam centenas de famílias carentes, prejudicam o trabalho de pescadores e carpinteiros.
Os carpinteiros, que constróem e consertam os barcos na Praia da Avenida, disseram que o lixo está há mais de um mês na areia, na parte que fica próximo ao Porto. Em maio, toneladas de lixo se acumularam no mesmo local, mas em uma extensão maior da areia.
"O caminhão não retira o lixo aqui na frente de onde a gente trabalha. Isso acaba prejudicando a gente, porque os caminhões com nossos materiais de trabalho não chegam até aqui por conta do lixo e a gente tem que ir buscar", disse o pescador e carpinteiro Josivan Bezerra.
A prefeitura informou que o lixo ficou acumulado tanto tempo devido ao aumento da demanda no período de chuvas, mas disse que a Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) vai realizar um mutirão no local no próximo sábado (15) (leia a nota na íntegra ao final do texto).
Pescadores dizem que trabalham em meio ao lixo (Foto: Natália Normande/G1)Pescadores dizem que trabalham em meio ao lixo (Foto: Natália Normande/G1)
Pescadores dizem que trabalham em meio ao lixo (Foto: Natália Normande/G1)
O outro problema é falta de estrutura. A comunidade já poderia estar utilizando o Centro Pesqueiro, que terá mercado de peixes, estaleiro, câmara frigorífica e estacionamento, se não fosse o atraso nas obras, que já teve o prazo de entrega adiado uma vez.
Um trabalhador da prefeitura que pediu para não ser identificado, disse que a construção está parada há dois meses e meio. "Éramos 45 funcionários, agora vem bem menos. A gente só vem para que ninguém invada a área, porque não temos trabalho nenhum para fazer".
Sobre este assunto, a prefeitura informou que o primeiro adiamento do prazo foi necessário para a realização de adequações ao projeto do Centro Pesqueiro. Os ajustes foram feitos, e agora o Município espera apenas a liberação da verba pela Caixa Econômica Federal (CEF) para dar continuidade às obras, que devem ser concluídas no segundo semestre deste ano (leia a nota na íntegra ao final do texto).
Bezerra classificou o abandono do Centro como desumano. "A obra está toda abandonada. A gente só vem trabalhar aqui no meio do lixo porque precisa, mas a situação é triste. É desumano", afirmou Bezerra.
Veja abaixo a nota da prefeitura de Maceió na íntegra:
A Secretaria Municipal de Desenvolvimento Territorial e Meio Ambiente (Sedet) explica que devido a uma reprogramação no contrato original, datado de 2007, do Centro Pesqueiro de Jaraguá, houve uma extensão no prazo de conclusão das obras. O objetivo foi melhorar a capacidade de atendimento deste equipamento, de modo a oferecer mais conforto aos usuários e trabalhadores.
A adequação com as melhorias foi feita em conjunto com a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério das Cidades e teve sua reprogramação autorizada somente em junho deste ano. Entretanto, as obras do Centro Pesqueiro estão mais de 80% concluídas e, assim que a CEF liberar o repasse de recursos desta reprogramação, os trabalhos seguirão sem mais necessidades de reajustes na execução do projeto, com previsão de entrega neste segundo semestre.

O Centro Pesqueiro de Jaraguá é considerado pelo Município como um equipamento de grande relevância para a comunidade pesqueira e trará inúmeros benefícios para os maceioenses, para a economia da capital e também para o turismo.
Sobre o lixo, a Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum) informa que com as recentes chuvas, a demanda em toda a cidade aumentou em cerca de 30%. Com isso, as equipes foram direcionadas aos pontos mais críticos da capital. Com a diminuição das chuvas, a Slum vem normalizando o serviço de limpeza na orla de Maceió. O órgão informa que já retirou mais de 500 toneladas de resíduos do local e reforça que a colaboração da população é fundamental para manter a cidade limpa.
Galpões deveriam ser utilizados por pescadores e carpinteiros (Foto: Natália Normande/G1)Galpões deveriam ser utilizados por pescadores e carpinteiros (Foto: Natália Normande/G1)
Galpões deveriam ser utilizados por pescadores e carpinteiros (Foto: Natália Normande/G1)
Obras estão paradas há mais de dois meses (Foto: Natália Normande/G1)Obras estão paradas há mais de dois meses (Foto: Natália Normande/G1)
Obras estão paradas há mais de dois meses (Foto: Natália Normande/G1)
Caminhão e trator estão sem uso no local das obras do Centro Pesqueiro (Foto: Natália Normande/G1)
Caminhão e trator estão sem uso no local das obras do Centro Pesqueiro (Foto: Natália Normande/G1)


Fonte:G1

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Total de visualizações de página

Arquivo do blog